Ácido Fólico durante a gravidez reduz drasticamente a existência de problemas cardíacos em crianças. A suplementação de ácido fólico durante a gravidez pode não só ajudar a reduzir os riscos de deficiência à nascença como proteger de defeitos congénitos a nível cardíaco.
As crianças cujas mães tomaram pelo menos 400microgramas de ácido fólico durante a gravidez tem uma redução de 20% na probabilidade de desenvolver defeitos cardíacos congénitos., comparando com as crianças cujas mães não fizeram esta mesma suplementação, de acordo com um estudo publicado no European Heart Journal.
“Os resultados que obtivemos suportam a hipótese que a suplementação periconcepcional de ácido fólico reduz o risco de doenças cardiovasculares nas crianças”, indicaram os autores.
O deficit de ácido fólico esta associado a um risco aumentado de defeitos do tubo neural, nomeadamente espinha bífida e anencefalia.
Em 1998 foram tomadas medidas de saúde públicas nos Estados Unidos da América e Canadá, em que todos os produtos com cereais foram fortificados com ácido fólico sintético, folato.
Evidências preliminares indicam que esta medida levou a uma redução de 15 a 50% de deficiências do tubo neural. Um total de 51 países usa este mesmo tipo de fortificação em ácido fólico nas farinhas.
Contudo, alguns países opuseram-se a esta medida uma vez que existe indicação de que o ácido fólico posso encobrir uma deficiência de vitamina B12, levando por sua vez a problemas de ordem neurológica.
Este estudo envolveu 3mil mães e respectivas crianças num estudo caso-controlo.
Com efeitos benéficos tão óbvios para as crianças, esta descoberta pode ter implicações a nível da saúde pública.
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