De acordo com o publicado no jornal Food and Chemical Toxicology, os polifenóis do chá preto influenciam diversas proteínas responsáveis pelo controlo do cancro e poderão também bloquear uma via de sinalização essencial na formação do mesmo.
Segundo uma nova investigação, um polifenol do chá (polyphenon-B) poderá reduzir o risco de cancro através da inibição de vários mecanismos, entre eles a inibição do crescimento das células tumorais, que foi verificada tanto in vivo como in vitro.
O crescimento descontrolado de células e a sua sobrevivência são pontos críticos quando se fala no desenvolvimento de cancros.
Tendo como base vários estudos onde já tinha sido comprovado o efeito protector dos polifenóis do chá na redução do risco de cancro, investigadores da Índia, que conduziram este estudo, decidiram testar o potencial anti-cancerígeno dos componentes do chá preto, entre eles o polyphenon-B, em doentes com carcinoma hepatocelular. Este carcinoma é o quinto cancro mais comum em todo o mundo e segundo a Organização Mundial de Saúde é responsável por 662 000 mortes por ano.
O polyphenon-B mostrou ser o componente responsável pela regulação da expressão da morte celular induzida por proteínas e a regulação da expressão das proteínas que combatem a morte celular. Este polifenol do chá preto também mostrou parar certos processos celulares associados ao cancro.
Através desta influência na expressão de moléculas que controlam os mecanismos da morte celular, os efeitos do polyphenon-B poderão eventualmente resultar na redução do cancro.
Este estudo permitiu salientar ainda mais o potencial anti cancerígeno dos polifenóis do chá.
Sabe-se que o chá verde contém entre 30 a 40% de polifenóis, enquanto que o chá preto contém 3 a 10%, contudo, os investigadores encontraram uma relação dose-dependente entre o Polyphenon B do chá preto e o desenvolvimento do cancro em células em que este foi induzido, tendo também sido verificada uma redução de tumores em ratos.
O chá verde deriva da mesma planta do chá preto (Camellia sinensis), diferindo um do outro pelo facto do chá preto sofrer um processo de oxidação.
Tomar chá em infusão, pó ou extracto (estas últimas permitem doses mais elevadas), tem demonstrado ser benéfico quer em processos de desintoxicação quer na prevenção de alterações cancerígenas em vários orgãos.
Uma vez que contém cafeína, pela sua presença e de outras xantinas o chá é também um importante auxiliar em casos de emagrecimento.
Fonte:
Food and Chemical Toxicology
Published online ahead of print, doi: 10.1016/j.fct.2010.09.002
“Intrinsic apoptosis and NF-kB signaling are potential molecular targets for chemoprevention by black tea polyphenols in HepG2 cells in vitro and in a rat hepatocarcinogenesis model in vivo”
Authors: R. Senthil Murugan, R. Vidya Priyadarsini, K. Ramalingam, Y. Hara, D. Karunagaran, S. Nagini
De acordo com o publicado no jornal Food and Chemical Toxicology, os polifenóis do chá preto influenciam diversas proteínas responsáveis pelo controlo do cancro e poderão também bloquear uma via de sinalização essencial na formação do mesmo.
Segundo uma nova investigação, um polifenol do chá (polyphenon-B) poderá reduzir o risco de cancro através da inibição de vários mecanismos, entre eles a inibição do crescimento das células tumorais, que foi verificada tanto in vivo como in vitro.
O crescimento descontrolado de células e a sua sobrevivência são pontos críticos quando se fala no desenvolvimento de cancros.
Tendo como base vários estudos onde já tinha sido comprovado o efeito protector dos polifenóis do chá na redução do risco de cancro, investigadores da Índia, que conduziram este estudo, decidiram testar o potencial anti-cancerígeno dos componentes do chá preto, entre eles o polyphenon-B, em doentes com carcinoma hepatocelular. Este carcinoma é o quinto cancro mais comum em todo o mundo e segundo a Organização Mundial de Saúde é responsável por 662 000 mortes por ano.
O polyphenon-B mostrou ser o componente responsável pela regulação da expressão da morte celular induzida por proteínas e a regulação da expressão das proteínas que combatem a morte celular. Este polifenol do chá preto também mostrou parar certos processos celulares associados ao cancro.
Através desta influência na expressão de moléculas que controlam os mecanismos da morte celular, os efeitos do polyphenon-B poderão eventualmente resultar na redução do cancro.
Este estudo permitiu salientar ainda mais o potencial anti cancerígeno dos polifenóis do chá.
Sabe-se que o chá verde contém entre 30 a 40% de polifenóis, enquanto que o chá preto contém 3 a 10%, contudo, os investigadores encontraram uma relação dose-dependente entre o Polyphenon B do chá preto e o desenvolvimento do cancro em células em que este foi induzido, tendo também sido verificada uma redução de tumores em ratos.
O chá verde deriva da mesma planta do chá preto (Camellia sinensis), diferindo um do outro pelo facto do chá preto sofrer um processo de oxidação.
Tomar chá em infusão, pó ou extracto (estas últimas permitem doses mais elevadas), tem demonstrado ser benéfico quer em processos de desintoxicação quer na prevenção de alterações cancerígenas em vários orgãos.
Uma vez que contém cafeína, pela sua presença e de outras xantinas o chá é também um importante auxiliar em casos de emagrecimento.
Fonte: Food and Chemical Toxicology
Published online ahead of print, doi: 10.1016/j.fct.2010.09.002
“Intrinsic apoptosis and NF-kB signaling are potential molecular targets for chemoprevention by black tea polyphenols in HepG2 cells in vitro and in a rat hepatocarcinogenesis model in vivo”
Authors: R. Senthil Murugan, R. Vidya Priyadarsini, K. Ramalingam, Y. Hara, D. Karunagaran, S. Nagini
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