A inulina extraída da planta Agave impulsiona o número das populações bacterianas benéficas e poderá representar uma alternativa economicamente interessante, relativamente à inulina procedente da Chicória, de acordo com um novo estudo.
Cientistas mexicanos reportaram que a inulina extraída da planta Agave (da Tequila) impulsiona o número de bifidobactérias e lactobacilus de uma forma similar relativamente a outras inulinas comerciais.
Este estudo apoia os resultados dos registos arqueológicos. Fezes humanas fossilizadas da zona norte do deserto de Chihuahua mostraram que os nossos antepassados de há 10,000 anos atrás, desta área do globo, seguiam uma dieta baseada em alimentos vegetais, predominantemente sustentada em agave (Agave lechuguilla) e cebola (Allium drummondii). As amostras fecais mostraram que os nossos antepassados consumiam regularmente mais de 100 gramas, por dia, de fibras prebióticas - consideravelmente mais do que as recomendações modernas de 5 a 8 gramas, por dia, de inulina e oligofrutose.
Potencial económico
“Actualmente existe uma super produção de plantas de Agave no México e existe um grande interesse no seu conteúdo elevado de fructano, com o objectivo de se explorar esta fonte natural enquanto fibra, adoçante e ingrediente para suplementos alimentares”, escreveram os investigadores.
“Como o Agave representa um importante recurso da agricultura no México, a indústria poderia ser encorajada a utilizá-lo como uma fonte mais barata de inulina, comparativamente àquela que é importada”, concluíram eles.
Fonte:
Journal of Applied Microbiology
June 2010, Volume 108, Issue 6, Pages 2114-2121
“In vitro evaluation of the fermentation properties and potential prebiotic activity of Agave fructans”
Authors: E. Gomez, K.M. Tuohy, G.R. Gibson, A. Klinder, A. Costabile
Validate your login