A afirmação de que o ómega 3 DHA pode ter efeitos benéficos a nível cognitivo e na saúde da visão, oferece nova esperança para as menções de saúde previamente rejeitadas.
Em Bruxelas, na conferência Health Claims 2010, o administrador da Comissão europeia, Lars Korsholm explicou o regulamento para as menções do DHA.
Julgo que haverá alguma esperança para as menções previamente rejeitadas, no sentido em que estas menções que estão agora a ser submetidas para discussão, se tratam de menções gerais, podendo ser utilizadas pelo operador que as submeteu ou outro que corresponda às mesma condições, explica Korsholm.
Esta declaração surge como resposta a uma decisão tomada em Outubro em que a EFSA afirmou que os ácidos gordos ómega 3, DHA e ALA, podem ser benéficos para o desenvolvimento cognitivo e para a visão dos bebés.
Após a Merck Selbstmedikation GmbH s ter submetido uma menção de saúde relacionada com o desenvolvimento cognitivo de acordo com o artigo 14º, que foi rejeitada em Março, de acordo com a EFSA por não ser necessária uma suplementação em DHA e ou ALA, uma vez que este já se encontrava presente nas doses necessárias na dieta alimentar. Apoiaram o papel do DHA a nível dos fetos e dos recém-nascidos, na visão e desenvolvimento cognitivo, mas indicaram também que este já se encontrava em doses adequadas no leite materno.
O DHA tem um papel estrutural e funcional a nível cerebral e a nível da retina e a ingestão de DHA por parte da mãe pode contribuir para um desenvolvimento precoce a estes mesmos níveis no feto e na criança recém-nascida”, indicou a Dra. Juliane Kleiner, responsável pelo painel de Produtos dietéticos, Nutrição e Alergias da EFSA s.
Mas em relação à necessidade de suplementação, acrescentou: “…enquanto o DHA pode ser sintetizado no organismo humano através do precursor ALA, até um certo nível, o feto humano parece estar largamente dependente da transferência de DHA da dieta materna através da placenta. Foi possível avaliar que a maioria do DHA fornecido através da amamentação está dependente da ingestão de DHA materno, mas também da capacidade de armazenamento deste, enquanto a contribuição da síntese de DHA é mínima.
Todos estes factores, para além do facto da suplementação em DHA ser utilizada em inúmeros estudos, associados ao histórico de dietas alimentares fornecendo quantidades inespecíficas de ALA e DHA, podem ter ajudado para considerar insuficiente a evidência entre a relação da suplementação materna em DHA e os benefícios cognitivos e a nível da visão em recém-nascidos.
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