De acordo com um novo estudo realizado na Coreia do Sul, a toma diária de astaxantina por pessoas com excesso de peso e obesas, como suplemento alimentar, poderá promover as defesas do organismo contra a oxidação.
Investigadores da Universidade Nacional de Seul comunicaram recentemente os resultados do seu estudo relativo à ingestão, durante três semanas, de doses diárias entre as 5 e 20 mg de astaxantinas por pessoas com excesso de peso e obesas. Para tal, 23 voluntários, com idades de vinte e poucos anos, foram submetidos à toma diária de 5 ou 20 mg diárias de astaxantina. No final das três semanas, os resultados mostraram uma diminuição, de cerca de 35%, dos níveis de malonaldeído (MDA - um composto marcador do stress oxidativo), nos grupos que tomaram ambas as dosagens e também os níveis de isoprostane (um outro marcador do stress oxidativo) foram reduzidos em cerca de 65%, em ambos os grupos. Por outro lado, foi verificado um aumento de 193% do nível de superóxido dismutase (enzima antioxidante) e um aumento de cerca de 123% na capacidade total antioxidante do sangue.
A toma de astaxantinas durante três semanas levou a um aumento mais significativo da concentração desta substância no plasma sanguíneo no grupo que tomou 20 mg da mesma. No entanto, nenhum dos biomarcadores analisados foi significativamente diferente entre os dois grupos durante as três semanas. Esta informação indica que a concentração no plasma e o efeito clínico da astaxantina não serão proporcionais, por este motivo, concluíram que a dose diária recomendada de 5mg de astaxantina é suficiente para reduzir o stress oxidativo elevado em indivíduos com excesso de peso e obesos.
A astaxantina é um pigmento carotenóide derivado das algas Haematococcus pluvialis, que é normalmente consumido por peixes e crustáceos, sendo o responsável pela sua coloração rosada, nomeadamente no salmão.
Apesar dos dados deste estudo mostrarem que a astaxantina tem uma acção protectora em casos de obesidade, um estudo mais prolongado com um maior número de voluntários deverá ser efectuado de forma a estabelecer até que forma a suplementação com esta substância poderá consistentemente e permanentemente reduzir os níveis de stress oxidativo. A equipa que desenvolveu o mesmo acrescentou que deverão ser efectuados estudos que relacionem esta substância com a síndrome metabólica, doença cardiovascular e diabetes.
Outros benefícios para o organismo com a toma de astaxantina encontram-se comprovados, destacando-se a sua importância para a saúde ocular, da pele e também saúde das articulações e sistema nervoso central. Existem dados que indicam que a actividade antioxidante da astaxantina chega a ser 500 vezes superior à da vitamina E.
Fonte:
Phytotherapy Research
Published online ahead of print, doi: 10.1002/ptr.3494
“Effects of Astaxanthin on Oxidative Stress in Overweight and Obese Adults”
H.D. Choi, J.H. Kim, M.J. Chang, Y. Kyu-Youn, W. Gyoon Shin
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