O ácido fólico encontra-se em alimentos de folha verde, lentilhas, ervilhas e a sua importância na prevenção de doenças como espinha bífida e anencefalia em bebés já foi claramente demonstrada.
Recentemente, num estudo realizado na Austrália verificou-se que níveis baixos de ácido fólico no sangue estão associados a um aumento de 35% do risco de perda de audição, o que reforça a relação existente entre as vitaminas B e a audição.
Em 2007 cientistas da universidade de Wagening nos Estados Unidos obtiveram resultados de diminuição de perda de audição devida à idade num estudo realizado em 728 indivíduos (homens e mulheres) entre os 50 e 70 anos que tomavam suplementos de ácido fólico.
Mais tarde, em 2009, investigadores comunicaram num encontro anual da AAO-HNSF (Academy of Otolaryngology-Head and Neck Surgery Foundation) que indivíduos com cerca de 60 anos que tomavam ácido fólico através de suplementos e alimentação tinham uma diminuição de 20% do risco de desenvolverem perda de audição.
Investigadores da Universidade de Sidney examinaram os níveis de ácido fólico, vitamina B12 e homocisteína no sangue de 2 956 pessoas acima dos 50 anos de idade e relacionaram-nos com o risco de perda de audição devido à idade. Este estudo revelou que níveis abaixo dos 11 nanomoles por litro de ácido fólico no sangue estavam associados a um aumento de risco de perda de audição de 34%. Por sua vez, níveis de homocisteína acima dos 20 micromoles por litro de sangue estiveram associados a um aumento de risco de perda de audição de 64%.
No entanto, apesar destes dados revelarem que o nível de vitamina B influencia o nível de homocisteína no sangue, ainda não está provado que altos valores de ácido fólico podem reduzir o risco de surdez causada pela idade. Mais estudos serão necessários para comprovar esta associação.
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