De acordo com o Instituto Nacional do Cancro dos E.U.A., o aumento da ingestão de fibras está associado com um menor risco de morte por doença cardiovascular e também doença infecciosa ou respiratória.
Dados deste estudo, publicados no Archives of Internal Medicine, revelaram que a ingestão de valores elevados de fibras, equivalente a cerca de 30g por dia no caso dos homens e 25 gramas nas mulheres, estiveram associadas com uma redução de 60% do risco de morte e também de doença cardiovasular, infecciosa e respiratória.
Os investigadores deste estudo, comandados por Yikyung Park, afirmaram que o mesmo mostrou que a ingestão de fibras, especialmente as provenientes de cereais, está inversamente associado com o risco de morte por doença respiratória e infecciosa. A inflamação, uma resposta patofisiológica em muitas doenças infecciosas e respiratórias, tem mostrado contribuir para a progressão destas doenças, no entanto, as fibras revelaram ter propriedades anti-inflamatórias. Estas propriedades poderão ser explicadas, em parte, pela associação inversa entre a quantidade de fibras ingeridas na alimentação e o número de mortes por doenças infecciosas e respiratórias, bem como doenças cardiovasculares.
De acordo com dados de uma pesquisa americana realizada em 2008, 77 % dos indivíduos que participaram no mesmo estavam a tentar, proactivamente, aumentar o consumo de fibras, no entanto, verifica-se que apesar das intenções serem boas, muitos americanos apenas ingerem cerca de 50% das 25 a 30 g diárias de fibras recomendadas.
Para o estudo agora divulgado, o Instituto Nacional do Cancro Americano analisou dados de 219 123 homens e 168 999 mulheres, relativamente aos quais controlou as quantidades diárias ingeridas através da utilização de questionários alimentares. Durante nove anos de estudo, verificaram-se 11 330 mortes em mulheres e 20 126 mortes em homens.
Depois da análise destes dados, os investigadores descobriram que indivíduos com ingestões médias de fibras mais elevadas (entre 25 a 30g de fibras por dia), tiveram um risco de morte, por qualquer causa, 22% mais baixo. Os maiores consumos de fibras foram associados com uma redução de risco de morte por doença cardiovascular, infecciosa e respiratória, entre 34 a 59% nas mulheres e 24 a 56% nos homens. Esta equipa verificou ainda que estas associações foram mais evidentes quando as fibras ingeridas eram essencialmente de cereais.
Fica assim reforçada a ideia de que a ingestão de fibras poderá reduzir o risco de morte prematura por todas as causas, mas com maior evidência para doenças cardiovasculares e doenças infecciosas e respiratórias.
São várias as fontes de fibras hoje em dia presentes na alimentação, no entanto, uma boa opção passa sempre pela fruta, vegetais e cereais integrais.
Uma dieta rica em fibras, quer através de alimentos com fibras naturalmente na sua composição, quer sob a forma de farelos ou outros preparados terá certamente benefícios significantes na saúde.
Fonte:
Archives of Internal Medicine
Published online ahead of print, doi:10.1001/archinternmed.2011.18
“Dietary Fiber Intake and Mortality in the NIH-AARP Diet and Health Study”
Authors: Y. Park, A.F. Subar, A. Hollenbeck, A. Schatzkin
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