O desenvolvimento cerebral de uma criança durante os primeiros estádios da gravidez poderá ser comprometido por níveis baixos de folato presentes na mãe e levar a problemas de comportamento, tais como a hiperactividade e o défice de atenção, de acordo com um novo estudo.
Níveis baixos de folato, durante os primeiros estádios da gravidez, foram associados a taxas superiores de hiperactividade e problemas com os pares, em crianças, de acordo com um estudo que seguiu 100 mães e os seus filhos, por quase 9 anos.
Os investigadores são da opinião de que níveis baixos de folato prejudicam o desenvolvimento cerebral dos fetos e que o início da gravidez é uma altura crítica, para o desenvolvimento cerebral.
“De acordo com o nosso conhecimento, este é o primeiro estudo em humanos a fornecer evidência à associação do folato materno com o comportamento futuro da sua descendência e é o primeiro estudo a demonstrar um caminho putativo, via desenvolvimento cerebral fetal”, escreveram os investigadores no Journal of Child Psychology and Psychiatry.
B de Benefícios para os bebés
- Existe um corpo esmagador de evidência que relaciona uma deficiência em folato, nos primeiros estádios de gravidez, com um aumento do risco de ocorrência de defeitos do tubo neural - mais comummente a espinha bífida e anencefalia - em bebés. A maioria destes defeitos ocorre nos primeiros 22 a 28 dias de gravidez, quando a futura mãe ainda não sabe que está grávida.
- Os suplementos de ácido fólico, passado este período, já não podem prevenir os defeitos do tubo neural e, desta forma, não podem beneficiar as mulheres cuja gravidez não foi planeada.
Fonte:
Journal of Child Psychology and Psychiatry
May 2010, Volume 51, Issue 5, Pages: 594-602
“Lower maternal folate status in early pregnancy is associated with childhood hyperactivity and peer problems in offspring”
Authors: W. Schlotz, A. Jones, D.I.W. Phillips, C.R. Gale, S.M. Robinson, K.M. Godfrey
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