Suplementos diários que combinem a vitamina D com o cálcio podem ajudar a reduzir o risco de fracturas independentemente do sexo ou da idade, é o que nos revela um estudo recente.
Este estudo envolveu cerca de 70 mil pessoas, dos Estados Unidos e da Europa e revelou que a combinação de vitaminas e minerais reduziam em 8% as fracturas e em 16% as fracturas de anca, de acordo com os dados publicados no British Medical Journal.
A suplementação com apenas vitamina D em doses de 10 a 20 microgramas não apresentou qualquer efeito na prevenção de fracturas.
“A importância deste estudo de alguma envergadura deve-se ao facto de abordar a evidência conflituosa entre o papel da vitamina D, ora isolada, ora associada ao cálcio, na prevenção das fracturas”, indica o co-autor do estudo.
Foram analisados 7 dos maiores estudos que incluíam suplementação de vitamina D isolada e associada ao cálcio, envolvendo um total de 68 517 pessoas. A média de idade dos participantes era de 69.9 anos e cerca de 15% dos envolvidos pertencia ao sexo masculino.
De acordo com os artigos publicados no BMJ, os estudos que envolviam apenas a suplementação de vitamina D na forma isolada numa dose entre 10 e 20 microgramas não apresentou qualquer efeito na prevenção de fracturas. No entanto uma toma de 10 microgramas de vitamina D quando associada ao cálcio, reduzia o risco de fracturas e de fractura de anca em respectivamente, 8 e 16%. A combinação era eficaz, independentemente da idade, do sexo ou do historial de fracturas anteriores.
“Este estudo suporta o crescente consenso de que a combinação da vitamina D é mais eficaz do que a vitamina D isolada no que diz respeito à prevenção de fracturas” indicou o professor John Robbins. “Interessante é que esta associação beneficia quer homens quer mulheres, de todas as idades, algo que não se está à espera. Agora é necessário investigar qual a dosagem e a duração da toma ideal para cada pessoa”, acrescentou.
Estima-se que sem prevenção primária em 2025 cerca de 2,6 milhões de pessoas sofra de fractura de anca e em 2050 esperam-se valores na ordem dos 4,5 milhões.
Fonte:
British Medical Journal
2010; 340: b5463
“Patient level pooled analysis of 68 500 patients from seven major vitamin D fracture trials in US and Europe”
B. Abrahamsen for the DIPART (vitamin D Individual Patient Analysis of Randomized Trials) Group
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