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Cancro do cólon

Bem-Estar

O cancro é uma doença que afecta as células do organismo. Elas crescem desde o início da vida até à idade adulta, altura em que este processo estabiliza, mas a sua manutenção continua a ocorrer. Sempre que necessário, a célula tem a capacidade de se regenerar ou induzir a sua morte (apoptose), originando-se uma nova célula, sã. Contudo, por diversos factores, pode ocorrer uma alteração nefasta do seu ADN (material genético), que conduz a um crescimento, por vezes até aceleradíssimo, de células “imperfeitas”. Quando isto acontece, estamos na presença de um cancro.
A génese de um cancro compreende três fases: início (transformação de uma célula devida à interacção de substâncias químicas, radiação ou vírus com o ADN), promoção (multiplicação das células iniciadoras, formando-se um tumor isolado) e progressão (originando-se, eventualmente, uma neoplasia maligna com capacidade de invadir tecidos e criar metástases).
A diferença entre uma neoplasia (cancro) benigna e uma maligna é que a primeira pode crescer, pressionando outros órgãos ou tecidos saudáveis que se encontrem próximos, mas não tem a capacidade de os invadir e, como tal, não se espalham (metastizam) para outras partes do corpo.

O que é o Cancro do Cólon?

Por todo o mundo, uma das doenças mais frequentes quer em homens, quer em mulheres, é o cancro do cólon, que tem a sua origem no cólon, porção do intestino grosso, que se divide em: cólon ascendente, transverso, descendente e sigmóide. Neste órgão processa-se a reabsorção da água e sais minerais a partir da matéria alimentar que passou do intestino delgado, servindo de local de armazenamento das fezes. Estas serão propulsionadas para o recto (Parte final do intestino grosso, também atreita a desenvolvimento de cancro.) e excretadas através do ânus. A parede do cólon e recto é muscular, sendo constituída por diversas camadas. O cancro colorectal tem origem na camada mais interna, a que contacta com o bolo fecal, podendo crescer através de algumas ou todas as outras camadas, variando o estádio de desenvolvimento da doença consoante o número de camadas que são atingidas.
Na maioria das pessoas, o cancro do cólon desenvolve-se lentamente, durante um período de vários anos, começando normalmente com o surgimento de pólipos não cancerígenos na camada mais interna (mucosa) do mesmo. Nem todos os pólipos evoluem para cancro, sendo que os que podem evoluir dividem-se em pólipos adenomatosos (adenomas), pólipos hiperplásicos e pólipos inflamatórios.
Outra condição que também poderá originar cancro do cólon é a chamada displasia (área de revestimento do cólon que apresenta, ao microscópio, células com aparência diferente, mas não semelhantes a células cancerígenas que, contudo, ao longo do tempo podem evoluir para cancro). Esta alteração surge com frequência em pessoas que sofreram por vários anos de colite ulcerativa ou doença de Crohn, que se caracterizam por uma inflamação crónica do intestino grosso.
Quando o cancro do cólon se origina dentro de um pólipo poderá, eventualmente, crescer para dentro da parede do cólon e, uma vez aí, as células cancerígenas podem proliferar através dos vasos sanguíneos e linfáticos, atingindo outros órgãos, como o fígado, ou nódulos linfáticos.
Os tipos descritos de cancro do cólon são os seguintes:

  • Adenocarcinoma: é o mais comum, tendo a sua origem nas células glandulares produtoras do muco, que reveste o cólon e o recto;
  • Tumor carcinóide: com origem nas células intestinais produtoras de hormonas; 
  • Tumores do estroma gastrointestinal: de mais rara ocorrência no cólon, podem ser encontrados em qualquer parte do sistema gastrointestinal, com origem em células especializadas da sua parede, podendo ser benignos ou malignos;
  • Linfoma: com origem corrente nos nódulos linfáticos, também podem iniciar-se no cólon.

Quais os factores de risco associados a esta doença?

O cancro do cólon surge, na maioria das vezes, após os 50 anos de idade e sobretudo em pessoas com uma história pessoal prévia de pólipos adenomatosos ou mesmo cancro colorectal. Quanto maiores e mais numerosos os pólipos, maior a probabilidade de evolução para cancro, o mesmo se passando se já houve detecção e remoção de cancro colorectal efectivo, uma vez que há tendência a que volte a surgir, noutras áreas que não tenham sido previamente afectadas.
A inflamação decorrente da doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa e doença de Crohn) pode evoluir para o surgimento desta neoplasia e, como tal, é importante que as pessoas afectadas se submetam a testes de diagnóstico, para cancro do cólon, precoce e frequentemente.
Uma em cada cinco pessoas que desenvolvem cancro do cólon tem outros familiares que também sofreram desta doença. Assim, em caso de história familiar de cancro colorectal, a necessidade de realização de testes de diagnóstico antes dos 50 anos é também um imperativo.
Existem síndromes hereditárias fortemente correlacionadas com o desenvolvimento deste tipo de carcinoma, tais como: polipose adenomatosa familiar (causada por alterações genéticas herdadas do pai ou da mãe), que se caracteriza por desenvolvimento de centenas ou milhares de pólipos logo durante a adolescência ou início da vida adulta; cancro do cólon hereditário não - polipóide ou síndrome de Lynch (causada por alterações genéticas herdadas em genes responsáveis pela reparação do ADN), que também se manifesta em idades mais jovens, mas com a formação de muito menos pólipos; síndrome de Turcot, que é uma condição hereditária rara que predispõe à formação de pólipos adenomatosos, cancro colorectal e também tumores cerebrais e síndrome de Peutz-Jeghers, condição hereditária também rara, cujas pessoas afectadas têm, normalmente, sardas ao redor da boca (e às vezes nas mãos e pés) e pólipos grandes, estando também sujeitos ao desenvolvimento de cancro colorectal em idades jovens.

Quais os estilos de vida associados a esta doença e como a prevenir?

Uma alimentação rica em carne vermelha e em carne processada (enchidos, produtos de charcutaria, etc.) poderá fazer aumentar o risco de desenvolvimento de cancro do cólon. Por outro lado, um predomínio de alimentos de origem vegetal, como produtos hortícolas e frutas, conferem protecção contra o desenvolvimento desta doença.
Há estudos que referem que um excesso de ingestão de Calorias, gordura total, gordura saturada, proteína, açúcares simples e álcool constituem factores de risco implicados no despoletar deste tipo de cancro e, por outro lado, uma ingestão significativa de ácidos gordos ómega 3, ácido fólico, selénio, fibra insolúvel, flavonóides, betacaroteno, vitamina B6, isoflavonas, cobre e vitamina E estão associados a um efeito protector. Na redução do risco de desenvolvimento de cancro colorectal, outros estudos sugerem ainda a importância da vitamina D, cálcio e magnésio.
Os hábitos tabágicos são amplamente desencorajados, uma vez que se reconhece um grau de risco elevado neste comportamento, relativamente à carcinogénese.
A obesidade, a diabetes tipo 2 e a falta de exercício físico constituem um círculo nefasto associado à incidência de cancro do cólon, pelo que há que reajustar os estilos de vida: perdendo peso, controlando os níveis de açúcar no sangue e praticando exercício físico de uma forma regular.
Os rastreios, para detecção de pólipos em fases iniciais e sua remoção (Desde o seu aparecimento até evoluírem para cancro podem demorar 10 a 15 anos!) deverão ser uma preocupação, de facto, a partir dos 50 anos, sempre que não haja outros factores de risco envolvidos que não a idade.
Nos casos em que há um historial familiar, poder-se-ão fazer testes genéticos, para possibilitarem uma triagem e preconização do tratamento mais recomendável, além do exame de colonoscopia para detecção de pólipos, que deverá ser realizado a partir de uma idade inferior.
Sintomas, sobretudo de aparecimento súbito ou recente, como alteração dos hábitos intestinais (diarreia, obstipação ou sensação de que o intestino não esvazia completamente), sangue nas fezes (vermelho vivo ou muito escuro), desconforto abdominal (gases, inchaço, sensação de enfartamento), cansaço, perda de peso, náuseas e vómitos, deverão constituir um sinal de alerta, que urge ouvir. Aconselhe-se com o seu médico em caso de sentir algum, para que em caso de cancro do cólon este seja detectado o mais cedo possível, possibilitando o sucesso do tratamento.


Juntamente com uma vida saudável, alguns alimentos e suplementos alimentares podem ajudam a evitar o aparecimento e o desenvolvimento do cancro:

Ómega-3

Dados fornecidos pelo Instituto Kattering e pela Universidade Rockwfeller demonstraram que os ácidos gordos polinsaturados omega-3 parecem ter uma acção benéfica sobre os tumores, inibindo o seu crescimento, para além de ajudar a prevenir o aparecimento dos mesmos.

Isoflavonas

Está provado que elevados níveis de estrogénios aumentam o risco de aparecimento de certos tipos de cancro, como o da mama, próstata, útero e cólon. Dado que as isoflavonas inibem os receptores de estrogénios, verificou-se que as estas têm uma acção benéfica na prevenção desses cancros.

Vitamina D

A ingestão de vitamina D está associada a uma menor taxa de risco de cancro, prevenção de constipações e gripes, e menor risco de depressão e melhor acuidade mental nos idosos.

Farelo de Trigo

A ingestão de farelo de trigo ajuda a manter um funcionamento regular do intestino, contribuindo para uma boa saúde intestinal.

Probióticos

À medida que envelhecemos perdemos bactérias benéficas que habitam no tracto gastrointestinal. Estas bactérias são muito sensíveis a diversos factores, sendo afectadas pela poluição, pesticidas, alimentos processados, stress diário e toma de antibióticos. Tudo isto provoca um desequilíbrio e uma diminuição das nossas resistências aos microrganismos patogénicos, que pode ser evitados través da ingestão de probióticos.

Antioxidantes

Actualmente, os cientistas pensam que os radicais livres têm um papel importante no desenvolvimento de certas doenças, como o cancro, doenças pulmonares, cataratas, reumatismos, entre outras pelo que a ingestão de alimentos ou a toma de suplementos antioxidantes é aconselhada.