No inverno, os dias curtos e o frio podem reduzir a produção de serotonina e dopamina – as hormonas ligadas ao bem-estar. Em resposta, o corpo procura, tendencialmente, alimentos mais calóricos, especialmente ricos em hidratos de carbono (mais concretamente, em açúcares) e gorduras. O ambiente social típico da estação – jantares demorados, sobremesas e celebrações – também reforça esta tendência, aumentando o consumo, sobretudo de doces.
Porquê o apetite por açúcar?
O apetite é regulado pelas hormonas grelina, leptina e insulina, e por sinais entre o sistema digestivo e o cérebro. Os açúcares simples, como aqueles que estão presentes em sobremesas, ativam rapidamente as áreas cerebrais de recompensa, desencadeando satisfação imediata. Contudo, este efeito é passageiro e pode levar a um maior consumo e desejo por algo doce pouco tempo depois.
Como manter o apetite sob controlo?
- Inclua proteína em todas as refeições. Ovos, peixe, carnes magras, leguminosas, tofu, seitan e outras alternativas ricas em proteína aumentam a saciedade e prolongam o tempo de digestão;
- Prefira hidratos de carbono complexos. Pão e arroz integrais, leguminosas e vegetais libertam glicose de forma gradual, contribuindo para uma regulação mais estável da glicemia e evitando picos abruptos de açúcar no sangue;
- Reduza açúcares de rápida absorção. Doces, bolachas e refrigerantes provocam picos e quedas de energia que estimulam o apetite;
- Comer com atenção, sem distrações (por exemplo, ecrãs), para reconhecer sinais de saciedade;
- Identificar a vontade de comer. Se é física ou emocional (devido ao stresse ou tristeza);
- Dormir o suficiente. Dormir menos de 6 horas aumenta o desejo por alimentos tendencialmente calóricos.
Aliados na gestão do apetite por doces
Crómio: Contribui para um melhor equilíbrio da glicemia, podendo ser um aliado para quem sente vontade frequente de comer doces;
Psílio: É uma fibra alimentar, e, por isso, ajuda a melhorar a saciedade e favorece uma absorção mais lenta de gorduras e açúcares;
Berberina: Contribui para um melhor controlo da glicemia e sensibilidade à insulina, o que se pode traduzir numa menor procura por doces.
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