De acordo com um estudo recentemente publicado no Journal of the Bristish Society of Gastroenerology (Dezembro de 2011), elevados níveis de selénio no organismo poderão reduzir o risco de cancro do pâncreas.
Nos Estados Unidos da América este cancro ocupa o quarto lugar relativamente à mortalidade e, para 2011, o Instituto Nacional do Cancro americano estimou que 44 030 novos casos desta doença seriam diagnosticados e que 37 660 mortes por este tipo de cancro ocorreriam.
Este é um cancro cuja tendência é para que seja diagnosticado já em fase avançada e também é particularmente letal. Sabe-se que 80% dos pacientes, com diagnostico desta doença há um ano, acabam por falecer e as estatísticas mostram ainda que apenas 5% dos doentes com cancro pancreático se encontram vivos cinco anos depois do seu diagnóstico.
Tendo em atenção quão importante será o melhor conhecimento do cancro do pâncreas, uma equipa de investigadores analisou pacientes com cancro pancreático exógeno, a forma mais comum deste tipo de cancro. Para tal, foi realizada uma investigação a nível internacional onde foi verificado o nível de elementos vestigiais (selénio, níquel, chumbo, cádmio, arsénio) nas unhas dos pés (recortes das mesmas) de 118 pacientes com este tipo de cancro pancreático, comparativamente a 399 pacientes hospitalares sem cancro. Foram escolhidas as unhas como material de análise porque são estas o melhor revelador da existência de elementos vestigiais no organismo.
Através desta análise os investigadores verificaram que indivíduos sem cancro exibiam elevados níveis de selénio nas unhas dos pés. Para além do selénio, também encontraram elevados níveis de níquel nos pacientes que não tinham cancro de pâncreas e nos que apresentavam maiores níveis de níquel e selénio verificou-se entre 33 a 95% menos de probabilidade de ter cancro pancreático, comparativamente com os com níveis mais baixos deste elemento. Esta influência positiva do níquel e do selénio pareceu inalterada mesmo depois dos investigadores considerarem factores de risco como o tabaco, diabetes e obesidade.
Em contrapartida, foram encontrados elevados níveis de chumbo, arsénio e cádmio no grupo com cancro. Os níveis elevados de chumbo foram observados seis vezes mais em indivíduos com cancro do que nos sem esta doença. Elevadas concentrações de arsénio e cádmio eram também duas a três vezes mais comuns entre pacientes com cancro de pâncreas. A presença de cádmio, foi ainda relacionada com o fumo do tabaco, pois encontra-se neste.
Os resultados desta investigação reforçaram assim a ideia de que aumento de risco de cancro pancreático pode estar associado a elevadas concentrações de cádmio, arsénio e chumbo no organismo, assim como a relação inversa com elevados níveis de selénio e níquel, no entanto, mais estudos deverão ser feitos para comprovar a acção preventiva do selénio em indivíduos com elevado risco deste cancro.
O selénio é um importante antioxidante e está associado à melhoria da função imunitária e redução da inflamação. Estudos prévios já mostraram até que este elemento pode inibir o crescimento de células cancerígenas. Boas fontes deste elemento são a castanha do Brasil, as sementes de girassol, os brócolos, os espinafres, o óleo de peixe (atum ou sardinhas, p. ex.), o melaço, cogumelos e alho.
O níquel facilita a absorção diária de ferro e contribui para o desenvolvimento de glóbulos vermelhos, e está presente nas lentilhas, espargos, aveia, cogumelos feijão e peras.
Fonte:
http://www.naturalnews.com/034550_selenium_pancreatic_cancer_prevention.html#ixzz1igdsu4H3
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