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Água do mar: como utilizar para obter todos os benefícios

Nutrição

A tendência baseia-se na semelhança entre a composição mineral da água do mar e o líquido extracelular humano (“plasma marinho”), embora a água hipersalina não seja segura para beber sem diluição. A água do mar tem pH 8,1-8,4 e é muito rica em minerais: muito mais cálcio, magnésio e potássio do que a maioria das águas minerais. Contudo, é necessário consumi-la com moderação.

Os benefícios

Alega-se que a água do mar promove a remineralização, energia, alcalinização, saúde intestinal, imunidade e detox. De forma prudente, pode contribuir para a repleção suave de minerais (magnésio, cálcio, oligoelementos). Ensaios com água do mar profundo refinada sugerem efeitos favoráveis na microbiota, metabólitos benéficos e possível melhoria da barreira intestinal, após consumo diário. Fórmulas com fração de água do mar são usadas na recuperação pós-esforço para repor eletrólitos de forma “natural”. Já as promessas de alcalinização sistémica e detox geral ainda não são apoiadas por ensaios robustos.

Hipertónica vs Isotónica

Comercialmente, existem duas categorias orais:

Água do mar hipertónica (pura ou pouco diluída)

Tem cerca de 35 g de sal/l (23 g de sódio) e excede o recomendado para consumo habitual. Usa-se em doses pequenas (10 a 30 ml, uma a duas vezes/dia) ou como condimento líquido, devendo ser diluída (uma parte hipertónica para três a quatro partes de água) para se aproximar de uma solução isotónica;

Água do mar isotónica ou refinada

Resulta de diluição (tipicamente 1:3) ou processos de dessalinização/remineralização controlada, com cerca de 0,9% de sais, semelhante aos fluidos corporais. A dose típica ronda 250 ml/ dia, podendo iniciar-se com 100 ml em pessoas sensíveis.

Cuidados a ter

Os riscos concentram-se sobretudo no teor de sódio e na qualidade da água. A ingestão de água do mar, especialmente hipertónica, pode agravar a desidratação, sobrecarregar os rins e sistema cardiovascular. Pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, doença renal ou dietas hipossódicas devem evitá-la. As soluções isotónicas só devem ser usadas com supervisão, pois o excesso de sal pode causar retenção de líquidos, edema e alterações do sódio plasmático. A água do mar ambiental pode conter microrganismos, metais pesados e poluentes, pelo que beber água do mar “caseira” é desaconselhado, mesmo que em pequenas quantidades. Crianças, grávidas, idosos fragilizados e doentes crónicos devem ter cuidado extra, dada a carga mineral e a falta de normas claras para uso prolongado.

Atenção!

A água do mar ambiental pode conter microrganismos, metais pesados e poluentes, pelo que beber água
do mar “caseira” é desaconselhado, mesmo que em pequenas quantidades.