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Ashwagandha, rodiola e ginseng: energia e foco

Planta

Embora o stresse seja uma constante no mundo moderno, o corpo humano possui mecanismos para enfrentar situações desafiantes. Esta capacidade de adaptação pode ser potenciada pelas plantas adaptogénicas. Utilizadas há milénios pelas medicinas tradicionais, estas plantas ajudam o organismo a restaurar o equilíbrio interno e podem contribuir para a resiliência e o suporte da energia.

Principais plantas adaptogénicas

Entre as principais plantas adaptogénicas destacam-se o ginseng (Panax ginseng e Eleutherococcus senticosus), a rodiola (Rhodiola rosea) e a ashwagandha (Withania somnifera). Estudos indicam que a ashwagandha pode ajudar a reduzir os níveis de cortisol, a hormona do stresse, promovendo uma resposta mais equilibrada do organismo. Por outro lado, o ginseng e a rodiola destacam-se pelo aumento de energia, resistência e capacidade de recuperação.

Os compostos

O ginseng coreano (Panax ginseng) é rico em ginsenosídeos, compostos que podem contribuir para a redução da fadiga, o aumento da resistência física e o suporte ao funcionamento do sistema imunitário. A ashwagandha (ou ginseng indiano) é um adaptogénico cujos compostos ativos, incluindo os vitanólidos, podem ajudar a reduzir o stresse e a ansiedade, promovendo a sensação de equilíbrio e bem-estar em algumas pessoas. Por sua vez, a rodiola, através das rosavinas e salidrósidos, pode, em alguns contextos, ajudar a reduzir a sensação de fadiga e apoiar a recuperação de energia, após esforços físicos ou mentais intensos.

Principais efeitos no organismo

Estas plantas podem oferecer uma abordagem no apoio ao equilíbrio taxa de recorrência: cerca de 20 a 30% das mulheres desenvolvem uma nova infeção no prazo de 4 a 6 meses após um episódio inicial. Além disso, a utilização repetida de antibióticos favorece o aumento da resistência antimicrobiana, reforçando a importância de estratégias preventivas não antibióticas.

Mecanismo de ação

A E. coli inicia a infeção ao aderir às células do epitélio urinário, um passo essencial para a colonização da bexiga e progressão da infeção. Impedi-lo é, por isso, uma estratégia-chave na prevenção das infeções urinárias. É neste contexto que a D-manose e o arando vermelho (Cranberry) assumem particular relevância, uma vez que atuam de forma não antibiótica, ajudando a diminuir a capacidade de adesão das bactérias ao trato urinário e ajudando a reduzir o risco de infeção.

 

D-manose

A D-manose é um açúcar simples presente naturalmente em alimentos como maçãs, laranjas e frutos vermelhos, incluindo o arando. Quando ingerida, é absorvida e excretada pela urina. A E. coli utiliza a proteína de adesão FimH para se ligar às células do trato urinário. Contudo, a D-manose, devido à sua estrutura semelhante aos sítios de ligação, consegue interagir com esta proteína, bloqueando a adesão bacteriana e permitindo que as bactérias sejam eliminadas com a urina.


Estudos clínicos sugerem que a D-manose pode ajudar a reduzir a frequência das infeções urinárias, sobretudo em mulheres com episódios recorrentes. As doses estudadas variam geralmente entre 1,5 g e 3 g por dia, sendo recomendada uma ingestão diária de pelo menos 2 g de D-manose para contribuir para a prevenção de novas infeções.

 

Arando vermelho

O arando vermelho é rico em compostos bioativos, como proantocianidinas (PAC), flavonoides, antocianinas e ácidos fenólicos. As PAC do tipo A são particularmente importantes, uma vez que parecem interferir com os mecanismos de adesão da E. coli ao epitélio urinário, dificultando a colonização bacteriana. Além deste efeito antiadesão, estes compostos apresentam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, criando um ambiente urinário menos favorável ao desenvolvimento bacteriano.

Estudos clínicos e revisões indicam que o uso de suplementos com arando vermelho pode reduzir a frequência de infeções urinárias recorrentes. Alguns estudos sugerem que a utilização combinada de D-manose e arando vermelho pode ter um efeito sinérgico, uma vez que atuam de forma complementar.

 

Cuidados a não esquecer

A D-manose e o arando vermelho são aliados importantes, mas o cuidado diário faz toda a diferença: manter uma boa higiene íntima, garantir ingestão adequada de água – idealmente entre 1,5 l e 2 l por dia – e adotar hábitos de vida saudáveis ajudam a reduzir o risco de recorrências e promovem o bem-estar do trato urinário a longo prazo.