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Massas sem glúten - Um novo mundo

Nutrição

Nos últimos anos têm surgido várias alternativas não convencionais às massas de trigo. Descubra as diferenças e quais as vantagens nutricionais.

A história das massas não é muito clara quanto à sua origem, mas pensa-se que tenham surgido na China ou na Itália. Inicialmente, eram feitas a partir de farinha de cevada ou de outros cereais como o millet. Nos tempos mais recentes, a massa começou a incluir ingredientes como o trigo duro e os ovos. Porém, hoje em dia são muitos aqueles que procuram uma alimentação sem glúten, ou simplesmente com um teor de fibra e proteína mais elevado.

OPÇÕES TRADICIONAIS:

Milho e arroz
As massas de arroz e milho possuem um sabor suave, apresentam pouca fibra e elevados teores de amido. A nível de confeção deve ter-se especial atenção, uma vez que cozem rapidamente. As opções à base de milho são as mais similares às massas de trigo duro, em termos de textura e sabor.

Um dos inconvenientes destas alternativas é o seu elevado índice glicémico em comparação com outros cereais. Os hidratos de carbono existentes na sua composição são rapidamente absorvidos pelo organismo e afetam a glicemia (níveis de glicose ou açúcar no sangue) de forma mais significativa. Por este motivo, quem quiser ou necessitar de optar por uma alimentação sem glúten deverá intercalar o consumo destes cereais com outros que apresentem um índice glicémico mais baixo.

PSEUDO-CEREAIS:

Trigo-sarraceno e quinoa
Ainda que não sejam cereais mas sementes de frutos, o trigo-sarraceno e a quinoa são designados por pseudo-cereais (algo como “falsos cereais”) dado que, do ponto de vista prático, são consumidos como alternativas a outros cereais com glúten.

O trigo-sarraceno apresenta-se como uma fonte considerável de fibra, magnésio e rutina, um bioflavonóide. A quinoa é uma boa fonte de fibra, proteína, vitamina B2 e ferro. Estes dois pseudo-cereais destacam-se ainda pelo seu baixo índice glicémico em comparação com o trigo, arroz ou milho, constituindo assim uma opção mais saudável, até para pessoas diabéticas.

Ambas as variedades são mais resistentes, requerendo períodos de cozedura um pouco mais elevados e, no que diz respeito ao sabor, assemelham- se um pouco aos frutos secos.

PROTEICAS:

Leguminosas
Uma das alternativas mais recentes no campo das massas sem glúten são as variedades à base de leguminosas como a soja verde, grão-de-bico e lentilhas. Apresentam um sabor mais forte em comparação com as restantes e retêm bem a sua forma com a confeção. Do ponto de vista nutricional possuem um elevado poder saciante e um efeito prebiótico, sendo indicadas para prevenir alterações do trânsito intestinal como a obstipação, pela sua riqueza em fibra. Por outro lado, apresentam um alto teor em proteína vegetal, pelo que podem constituir uma boa opção para quem pretende adotar uma alimentação vegetariana ou vegan, ou para quem pretende manter uma massa muscular saudável.

POBRES EM CALORIAS:

Konjac
O konjac ou glucomanano refere- se a uma planta rica em fibra, pobre em hidratos de carbono e calorias, pelo que não pode ser considerada verdadeiramente uma massa. Esta planta é utilizada com muita frequência pelo seu elevado efeito saciante não só em regimes de emagrecimento, como também na elaboração de receitas leves de verão.

Após a confeção, os seus filamentos tendem a ficar translúcidos e retêm a sua estrutura, mas possuem um sabor neutro. Esta característica torna o konjac uma solução ótima para acompanhar pratos e molhos com um sabor mais intenso e à base de ervas aromáticas.