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Probióticos

Bem-Estar

Probióticos são bactérias/microrganismos vivos, os mesmos ou semelhantes aos naturalmente presentes no corpo humano. Normalmente, as bactérias associam-se a uma ação prejudicial para o organismo, porém muitas delas têm um papel coadjuvante do seu correto funcionamento e as localizadas no intestino têm especial relevância, pois está provado que é o local do corpo humano onde existe a mais complexa e diversificada comunidade de bactérias.

Ver lista de probíoticos.

Benefícios
Sabe-se que são vários os fatores que podem contribuir para a perturbação de uma flora intestinal saudável, nomeadamente a toma de antibióticos, infeções, stresse, viagens ou períodos menos saudáveis a nível nutricional.
Uma solução eficaz para contrariar este desequilíbrio é, perante este tipo de situações, aumentar a microflora benéfica para o organismo recorrendo a probióticos, de maneira a repor o equilíbrio.
A manutenção ou reposição de uma flora intestinal saudável tem mostrado resultados bastante promissores em vários aspetos da saúde humana e, provavelmente, o leque das potenciais vantagens dos probióticos será muito maior no futuro. Abaixo destacamos algumas das maiores evidências associadas à sua utilização.

Saúde gastrointestinal
Uma das utilizações mais conhecidas dos probióticos é em casos de diarreia, mas a suplementação com os mesmos tem sido investigada em relação a outras situações associadas ao trato gastrointestinal. Em condições como síndrome do cólon irritável e doença inflamatória do intestino, sabe-se que ajudam a melhorar os sintomas e qualidade de vida de quem delas sofre, ajudando na remissão de colite ulcerosa e na prevenção da recorrência de episódios da doença de Crohn. Em situações de diarreia do viajante também foi mostrado que a administração de probióticos por um período de quatro semanas antes e durante as viagens pode ser uma solução segura a nível preventivo.

Perturbações infantis
Em especial nos primeiros tempos de vida, a composição da flora intestinal influencia profundamente o desenvolvimento do revestimento da mucosa e a consequente resposta imunitária. Qualquer desequilíbrio nesta fase pode levar a sintomas digestivos como prisão de ventre, diarreia, inchaço, flatulência e cólicas nos bebés.
Resultados de estudos com a suplementação de probióticos em bebés nos primeiros meses de vida mostram verificar-se um menor período de choro, menos regurgitações por dia e melhoria da regularidade dos movimentos intestinais, com o acréscimo de que o bem-estar do bebé levará também ao bem-estar da mãe.
Atualmente já foram isoladas estirpes de bactérias benéficas que são cruciais para a manutenção de uma flora microbiana saudável no trato intestinal de bebés e crianças (B. lactis, S. thermophilus, B. infantis) e que poderão apresentar vantagens durante a toma de antibióticos, quer pela criança, quer pela mãe, durante a fase de amamentação, em caso de perturbações digestivas e até mesmo de alergias.

Produção intestinal de vitaminas
A flora intestinal está envolvida na produção de algumas vitaminas, entre as quais as do grupo B e K. As vitaminas do complexo B, essenciais para a produção de energia em qualquer célula do organismo, são mais rapidamente utilizadas em períodos de stresse e são solúveis em água, portanto as fontes alimentares das mesmas não permanecem no organismo por longos períodos.
Como o organismo não consegue sintetizar estas vitaminas por si só, a natureza providencia-nos uma forma eficaz de manter os níveis elevados das mesmas através da produção contínua das vitaminas do complexo B pela flora intestinal benéfica.

Imunidade
Sabe-se que a flora microbiana influencia profundamente a função do intestino associado ao sistema imunitário. Uma mucosa gástrica saudável é uma barreira interna importante nas defesas do nosso organismo mas pode ser danificada de várias formas, como através da inflamação, toxinas, patogénios, sensibilidades alimentares, álcool, medicação e stresse.
Deste modo, uma flora intestinal equilibrada e saudável é um ótimo mecanismo de proteção do organismo a vários níveis.

Desportistas
Sabe-se que treinos mais intensos e frequentes podem levar a um desequilíbrio a nível imunitário, ocorrendo uma maior suscetibilidade a infeções.
Verifica-se que nas alturas de maior esforço os atletas de alta competição apresentam uma predisposição para uma redução da imunidade e o aparecimento de alguns sintomas gastrointestinais. Estudos realizados com a suplementação de probióticos, nomeadamente com o género Lactobacilus spp., mostraram que este tipo de suplementação pode ser benéfica para reforçar o sistema imunitário, tanto em casos de sintomas gastrointestinais como até em infeções do trato respiratório.

Saúde urogenital
Tal como o trato intestinal, a vagina também tem o seu próprio ambiente a nível de microrganismos. A microflora vaginal pode ser alterada por inúmeros fatores, entre os quais os antibióticos, espermicidas e pílula anticoncecional. A utilização de probióticos pode ajudar a reparar o equilíbrio da microflora e ser benéfica em afeções comuns como vaginose bacteriana, infeções fúngicas e do trato urinário. Juntamente com a ingestão de probioticos, muitas mulheres fazem ainda irrigações vaginais com iogurte natural, sem qualquer tipo aditivos, para a reposição de uma microflora benéfica.

Uma questão de estirpe?
Os probióticos mais utilizados são os lactobacilos (Lactobacillus) e as bifidobactérias (Bifidobacterium). Mas além destes dois grupos existem muitos tipos de bactérias específicas com benefícios para a saúde e, mais recentemente, a investigação tem mostrado que as vantagens da sua toma pode até variar consoante as estirpes utilizadas.
Sabe-se que os lactobacilos intervêm na melhoria da digestão da lactose, apresentando ainda potencial para inibir o crescimento de organismos patogénios.
Do Bifidobacterium lactis sabe-se que, com a idade, existe tendência para a sua presença no organismo diminuir e que, além de contribuir para a formação de um ambiente intestinal saudável, ainda produz várias vitaminas do grupo B e intervém na formação das fezes.
Quanto a Lactobacillus paracasei, tem sido demonstrado ser bem tolerado em caso de alterações intestinais, como diarreia ou obstipação, e L. rhamnosus tem revelado bons resultados no tratamento e prevenção de eczema atópico.

Um futuro promissor
As aplicações dos probióticos não parecem parar por aqui. Desde que mostraram que podem influenciar positivamente o equilíbrio da flora microbiana, o sistema imunitário e a função da barreira intestinal, existe um raciocínio teórico para a sua aplicação em doenças autoimunes.
Os probióticos têm igualmente utilizações promissoras em casos de infeções respiratórias nas crianças, cárie dentária, patogénicos nasais, níveis de colesterol elevados, obesidade, gastroenterites causadas por bactérias Clostridium dificile e terapia com antibióticos, mas prevê-se que no futuro este potencial seja ainda maior.

A escolha certa
Na natureza os probióticos encontram-se em produtos fermentados, como o iogurte, kefir, tempeh, miso, chucrute e pickles (fermentados), e são consumidos há muitos anos por vários povos. O ideal seria que a sua ingestão fosse através destes alimentos, no entanto sabemos que nem todas as pessoas os ingerem da mesma forma ou com tanta frequência quanto o necessário.
Como alternativa, já foram isoladas inúmeras estirpes a partir destes alimentos, especialmente lactobacilos, de forma a que a suplementação com os mesmos possa ser efetuada.
Os suplementos probióticos, como são preparados em ambiente controlado, têm ainda a vantagem de ser estandardizados, o que assegura a sua qualidade e dosagem específica. Trata-se ainda de uma forma de consumo mais rápida e mais fácil para o consumidor final.
O encapsulamento de bactérias benéficas vivas tem ainda a vantagem de os produtos serem mais estáveis, geralmente não necessitando de ser mantidos no frigorífico, e ainda de garantir que sobrevivam ao ambiente ácido do estômago, conseguindo atingir o intestino delgado com viabilidade.
Sabe-se ainda que um probiótico de multiestirpes pode ser mais vantajoso, pois tem mais benefícios e consegue atuar em mais áreas do trato gastrointestinal, além de se ser benéfico para uma maior gama de desordens digestivas.

Não esquecer dos prebióticos
Prebióticos são substâncias não digeríveis que estimulam o crescimento e/ou atividade potencial dos probióticos. Normalmente são compostos produzidos pelas plantas, como a inulina e frutoligossacáridos, e também são considerados fibras. Embora não sejam digeridos, os prebióticos ajudam a manter a flora intestinal benéfica ativa, a melhorar processos digestivos e a equilibrar a assimilação de nutrientes. Destacam-se aqui as frutas e verduras, razão pela qual nunca deverá ser descurada uma alimentação variada e equilibrada.

KEFIR
A popularização do kefir na Europa deve-se provavelmente à longevidade dos habitantes do Cáucaso, que consomem este alimento desde a Antiguidade.
O kefir tem uma relação direta com o iogurte, a diferença está no tipo de fermentação que lhe dá origem e no seu sabor.