As infeções do trato urinário (ITU) são muito comuns em todo o mundo. Pelo menos 50% das mulheres terão uma infeção urinária (IU) uma vez na vida. Aproximadamente 15% a 25% dos adultos e crianças sofrem de ITU repetidas e de longa duração. O tratamento passa pela utilização de antibióticos direcionados para o tipo de bactéria causadora da infeção, mais frequentemente, a Escherichia coli. Contudo, a chave passa pela prevenção, e nesse campo tem surgido um interesse crescente na utilização da D-manose. Descubra mais sobre as suas potencialidades.
A Infeção urinária
As infeções urinárias, também chamadas de cistites, são geralmente causadas por bactérias, podendo afetar tanto o tratovurinário inferior, como o superior. Quando acontecem neste último, são mais graves, uma vez que comprometem o normal funcionamento do rim – que pode ser igualmente infetado e causar uma pielonefrite.
O tratamento
O tratamento para a infeção urinária passa pela utilização de antibióticos, idealmente direcionados para a estirpe de bactéria causadora da infeção. Contudo, nunca é possível eliminar totalmente a população bacteriana, mas sim apenas reduzi-la. Por este motivo, a recorrência da infeção é relativamente frequente, estimando-se que cerca de 20 a 30% das mulheres terão uma nova infeção no espaço de 4 a 6 meses.
Por este motivo é importante adotar cuidados pessoais e alterações de estilo de vida que permitam reduzir o risco de uma infeção, e, acima de tudo, prevenir uma eventual resistência bacteriana aos antibióticos utilizados.
O que é D-manose?
D-manose é um açúcar que se encontra, naturalmente, em alguns alimentos, como as maçãs, as laranjas e os frutos vermelhos (entre os quais, o arando). Este composto também pode ser sintetizado no trato digestivo a partir da glucose, sendo depois utilizado para a produção de energia ou para ser incorporado num tipo de proteínas chamado de glicanos. A D-manose está presente no revestimento interno da bexiga, onde se encontram estes glicanos, e é a ela que as bactérias se ligam aquando de uma infeção, para se poderem fixar e multiplicar.
Como pode a D-manose prevenir a infeção urinária?
Dado o papel da D-manose na bexiga, alguns estudos testaram o seu impacto na prevenção das infeções urinárias recorrentes. Descobriu-se que a suplementação com D-manose pode oferecer às bactérias o substrato necessário, evitando que ocorra a adesão ao epitélio urinário. Sem local onde se fixarem, as bactérias são potencialmente eliminadas por via urinária, podendo ser possível prevenir-se a infeção. Além disso, alguns suplementos utilizam extrato de arando vermelho isolado ou em combinação com a D-manose, uma vez que o arando contém este açúcar e outros compostos (proantocianidinas), que ajudam a dificultar a adesão bacteriana, reforçando o efeito pretendido. Contudo, destaca-se a importância de ser assegurada uma ingestão adequada de líquidos, idealmente entre 1,5 l e 2 l, para prevenir a adesão bacteriana à bexiga.
É importante, também, mencionar que, apesar de se tratar de um açúcar, não existem relatos de poder interferir com a glicemia, além de ser absorvida no intestino cerca de 60 a 90 minutos após o seu consumo, numa percentagem dependente da dose administrada. Por este motivo, a D-manose é um composto muito útil para prevenção das infeções urinárias. A sua utilização pode ser incluída logo após o tratamento convencional com antibióticos, para reduzir o risco de recorrência da infeção.
Os Sintomas
Os sintomas mais frequentes de uma infeção urinária são:
- Dificuldade ou dor ao urinar;
- Dor pélvica;
- Perda de sangue na urina;
- Vontade súbita ou frequente de urinar;
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
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