Com o regresso às aulas, volta também o regresso à rotina. E tal aplica-se também à alimentação. As férias de verão têm tendência a ser períodos mais desregrados, desde os horários de sono até às rotinas alimentares. Muitas crianças acabam por consumir mais alimentos como gelados, doces, snacks salgados e fast-food. O regresso às aulas pode ser, assim, a altura ideal para começar a implementar novos hábitos. Deixamos-lhe algumas dicas de como o fazer.
1. Não se esqueça do pequeno-almoço
É muitas vezes apontada como a refeição mais importante do dia. De facto, o pequeno-almoço contribui
de forma relevante para a ingestão adequada de nutrientes ao longo do dia. Estudos demonstram que saltar esta refeição afeta diretamente a capacidade de aprendizagem, influenciando o comportamento e desempenho cognitivo. Crianças que não tomam o pequeno-almoço parecem ter mais probabilidade de serem menos ativas fisicamente, influenciando a saúde cardiovascular.
- Ao pequeno-almoço, inclua lacticínios (ou alternativas vegetais biológicas, sempre que possível), cereais integrais e fruta.
2. Envolve as crianças no planeamento
Envolver as crianças no planeamento das refeições pode ser uma ótima estratégia para fomentar a descoberta de novos géneros alimentícios, aumentando a probabilidade de aceitação dos mesmos. Para as crianças mais difíceis, experimente começar por introduzir os alimentos de forma “disfarçada” – por exemplo, faça pizas caseiras e coloque diferentes legumes como topping ou integre uma nova fruta num batido caseiro.
- Nas compras da semana, deixe-os escolher uma nova fruta ou vegetal para experimentar, e ajude-os a explorar as diferentes formas de integrar estes novos alimentos nas suas refeições.
3. Seja um exemplo
Durante a infância, os pais ou encarregados de educação são os modelos que as crianças tendem a mimetizar. Assim, quando os pais têm hábitos alimentares saudáveis, existe maior probabilidade de os filhos também terem.
- Se quer que as crianças iniciem o jantar com um prato de sopa de legumes, acompanhe-os, e sirva um para si também.
4. Mantenha a água sempre por perto
A desidratação pode provocar sintomas como dores de cabeça e cansaço, acabando por influenciar também a capacidade de concentração e memória. Em dias quentes ou com um maior nível de atividade física, o consumo adequado de água torna-se ainda mais importante.
- Na lancheira da escola, inclua uma garrafa reutilizável e apelativa (com palhinha e/ou bonecos), com que as crianças se identifiquem, para incentivar o consumo de água ao longo do dia.
5. Valorize os lanches escolares
Preparação em casa:
A preparação dos lanches em casa pode ser uma oportunidade para reduzir a presença de alimentos menos saudáveis, mas ricos em gordura, açúcares e sal. Esta opção é especialmente importante no caso de crianças
mais velhas, uma vez que a oferta alimentar à volta das escolas é, na maioria dos casos, centrada em produtos pouco interessantes do ponto de vista nutricional, que acabam por influenciar as suas preferências.
Oferta na escola:
No caso de crianças que consomem o lanche oferecido nas escolas, caso tenha possibilidade, reveja a ementa e incentive-os a experimentar novos alimentos, caso estes surjam.
Sugestões
A privilegiar
- Fruta fresca
- Iogurtes ou alternativas vegetais com baixo teor de açúcar
- Leite ou bebidas vegetais sem adição de açúcar
- Frutos secos (ao natural ou em pasta, como manteiga de amendoim)
- Pão de mistura
- Cereais de pequeno-almoço não açucarados
De vez em quando
- Sumos 100% fruta
- Leite ou bebidas vegetais aromatizadas
- Marmelada, compotas ou doces 100% provenientes de fruta
- Bolos caseiros
Evitar
- Refrigerantes
- Bolos e produtos de pastelaria
- Chocolate (nomeadamente, para barrar)
- Produtos de charcutaria (como fiambre e chouriço)
- Bolachas
Validate your login