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Macrobiótica

A macrobiótica é uma filosofia, um estilo de vida que tem como objectivo ajudar a desenvolver o potencial humano, respeitando as leis da natureza do ponto de vista biológico (através da alimentação), ecológico (respeito pelo meio ambiente), social e espiritual (respeitando o próximo). Baseia-se nos antigos princípios chineses do yin e yang, que representam forças opostas mas que se complementam, e que existem em todos os aspectos da vida e do universo. De acordo com esta teoria, a doença resulta de um desequilíbrio destas duas forças. Assim, os seus seguidores tentam resolver os problemas equilibrando o yin e o yang através de hábitos alimentares e mudanças no estilo de vida.

A palavra macrobiótica deriva do grego “macros” (grande) e “bios” (vida) e não significa apenas “grande vida”, mas também a capacidade de vivê-la de uma forma grandiosa e magnífica. Neste aspecto, a alimentação possui um papel primordial pois proporciona a saúde necessária para se desfrutar do que nos rodeia.

Um pouco de história:

A base contemporânea da macrobiótica desenvolveu-se nos finais do séc. XIX, por um médico do exército japonês, Sagen Ishisuka, que se curou de uma doença de rins intratável pela medicina moderna, adoptando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais, e que fundou a primeira organização macrobiótica denominada de Sokuiokai. O seu trabalho foi continuado e desenvolvido por George Ohsawa, que nos anos 30 trouxe os seus ensinamentos para a Europa, sendo que a sua abordagem era uma prática alimentar macrobiótica extremamente restritiva. Em resumo, os cereais integrais e os vegetais eram os alimentos mais adaptados à espécie humana e aqueles que mais ajudavam a criar e a manter a saúde. Os ensinamentos de George Ohsawa passaram na geração seguinte para os seus discípulos orientais, em particular Michio Kushi, que residente nos Estados Unidos, desenvolveu um modelo alimentar de mais simples compreensão e mais adaptado à vida moderna (Alimentação Macrobiótica Padrão,) o modelo alimentar mais utilizado pela maioria dos praticantes macrobióticos modernos.

A Alimentação Macrobiótica Padrão:

Os cereais integrais devem constituir 50 a 60% da alimentação diária: arroz integral, cevada, milho-miúdo, aveia, milho, trigo, centeio, trigo-sarraceno, cuscuz, bulgur, etc.

Sopa 1 a 2 vezes por dia: de vegetais mas podem também incluir cereais, leguminosas, algas, peixe. Uma boa opção é a sopa miso.

25 a 35% de vegetais diversos (para além dos já utilizados nas sopas): cebolas, cenouras, abóbora, brócolos, couve, agrião, nabos, couve-de-bruxelas, cogumelos, germinados, nabiças, entre outros.

10 a 15% de leguminosas, derivados das leguminosas e algas: grão, lentilhas, diversos tipos de feijões; derivados das leguminosas como tofu, tempeh, natto, seitan e algas (wakame, kombu, arame, hiziki, nori, etc.).

A Alimentação Macrobiótica Padrão inclui ainda em quantidades variáveis os seguintes alimentos:

  • Sementes e oleaginosas (sementes de sésamo, de abóbora, de girassol; amendoins, amêndoas, pinhões, nozes);
  • Frutos da estação e da área geográfica local (maçãs, pêras, morangos, castanhas, pêssegos, melão, melancia, uvas, etc.);
  • Peixe, preferivelmente de carne branca (pescada, linguado, robalo, cherne, dourada, tamboril, etc.).
  • Bebidas diversas, como chás tradicionais, cafés de cereais, sumos de vegetais ou de frutos. Em caso de boa saúde ou em situações especiais, pequena quantidade de bebidas alcoólicas como cerveja, vinho ou whisky de malte.
  • Óleos e temperos como óleo de sésamo, de girassol, de milho, azeite e temperos como vinagre de arroz, vinagre de ameixa, gengibre, algumas ervas aromáticas entre outros. Os óleos devem ser de primeira pressão a frio.
  • Os condimentos principais são o gomásio (sementes de sésamo com sal), umeboshi (pickle de ameixa), tekka (condimento produzido a partir de diferentes raízes), sementes de sésamo, condimento de cebolinho entre outros.

Os alimentos a evitar ou a usar muito esporadicamente na macrobiótica são: carnes vermelhas ou brancas, ovos, produtos lácteos, açúcar, vegetais e frutos de origem tropical, café e chá preto, alimentos refinados e com tratados com químicos. A culinária também faz parte do regime macrobiótico, pelo que é importante aprender a confeccionar os alimentos descritos.
Um regime alimentar macrobiótico apresenta um teor baixo de gordura, de colesterol e de calorias e um elevado teor de fibras e de hidratos de carbono complexos, contribuindo para diminuir a tensão arterial e os níveis de colesterol.

Fonte principal: IMP

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