Estudos recentes indicam que aproximadamente 19% da população global sofre de inchaço abdominal, sendo mais frequente entre mulheres e pessoas com idades entre 40 e 60 anos. Além de ser incómodo, este sintoma pode interferir na qualidade de vida e, por vezes, refletir desequilíbrios no trato gastrointestinal, incluindo
síndrome do intestino irritável, intolerâncias alimentares e alterações da microbiota intestinal.
Embora alterações na alimentação e no estilo de vida sejam fundamentais, a suplementação pode ser uma aliada na redução do inchaço. Indicamos-lhe que tipos de suplementos podem ajudar a combater o inchaço abdominal.
1- Probióticos
São microrganismos vivos que conferem benefícios ao intestino. Diversos estudos mostram que estirpes como Bifidobacterium lactis, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus rhamnosus GG e Bifidobacterium longum podem reduzir o inchaço ao:
- Fortalecer a barreira intestinal, impedindo a passagem de substâncias que provocam inflamação e gases para a corrente sanguínea;
- Reduzir a produção de gases, facilitando a digestão de hidratos de carbono e fibras;
- Aumentar a produção de ácidos gordos de cadeia curta (SCFAs), como butirato e acetato, que apoiam a motilidade intestinal e o bem-estar do intestino.
2- Enzimas Digestivas
São essenciais para a decomposição adequada de proteínas, hidratos de carbono e lípidos, facilitando a absorção dos nutrientes e prevenindo a acumulação de gases. Estudos indicam que suplementos alimentares que contenham enzimas pancreáticas, lactase e outras enzimas de origem vegetal têm mostrado benefícios significativos em pessoas com digestão difícil ou insuficiência enzimática.
3- Hortelã-pimenta (Mentha × piperita)
O óleo essencial de hortelã-pimenta é reconhecido pelo seu efeito antiespasmódico, relaxando o músculo liso intestinal e promovendo:
- Redução da flatulência e da distensão abdominal;
- Alívio da dor associada à acumulação de gases.
4. Alcachofofra (Cynara scolymus)
É rica em compostos bioativos com ação antioxidante, que ajudam a neutralizar radicais livres e a reduzir o stresse oxidativo, um fator que pode contribuir para a inflamação e o desconforto intestinal. Possui também propriedades hepatoprotetoras, estimulando a produção de bílis e apoiando a função do fígado. Tal pode facilitar a digestão das gorduras e ajudar a reduzir a sensação de peso ou desconforto após refeições
mais pesadas, contribuindo para diminuir o inchaço abdominal.
5. Dente de leão (Taraxacum officinale)
É rico em compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Estes compostos ajudam a proteger a mucosa intestinal e interagem com a microbiota, promovendo um equilíbrio do trato gastrointestinal. O dente de leão contém inulina e outros compostos, que estimulam o crescimento de bactérias benéficas, reduzindo a fermentação excessiva e a produção de gases. Apoiando a digestão e a função
hepática, contribui para um sistema gastrointestinal mais eficiente e pode diminuir a sensação de distensão abdominal.
6. Glutamina
É um aminoácido importante para a manutenção da integridade da mucosa intestinal, sendo a prino aumento da permeabilidade intestinal, inflamação e disfunção gastrointestinal. Ao apoiar a estrutura e função da barreira intestinal, a glutamina pode contribuir para um ambiente intestinal mais equilibrado e menos propenso a desconforto abdominal. cipal fonte de energia das células que revestem o intestino e um regulador da coesão da barreira intestinal. Uma revisão publicada em 2025 indica que em situações de stresse metabólico, infeção ou inflamação pode ocorrer diminuição dos seus níveis, favorecendo o aumento da permeabilidade intestinal, inflamação e disfunção gastrointestinal. Ao apoiar a estrutura e função da barreira intestinal, a glutamina pode contribuir para um ambiente intestinal mais equilibrado e menos propenso a desconforto abdominal.
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