Estima-se que a prevalência da infertilidade conjugal é de 15% a 20% na população mundial em idade reprodutiva. Em Portugal, os dados do primeiro estudo epidemiológico sobre infertilidade (realizado em 2009) revelam que 9% a 10% dos casais portugueses sofrem de infertilidade ao longo da vida, ou seja, quando após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares e desprotegidas não existe gestação. As causas para a infertilidade podem ser variadas, entre as quais se encontra o estilo de vida e a alimentação. Nestes casos, uma mudança pode ser a chave para o caminho da fertilidade.
As Causas
As razões da infertilidade são variadas. No entanto, parece existir uma crescente ligação entre o aumento da infertilidade e uma dieta pobre em nutrientes, assim com um estilo de vida sedentário e stressante. Além disso, a infertilidade tem aumentado nos países industrializados devido ao adiar da idade de conceção, aos hábitos de vida sedentários e ao consumo excessivo de gorduras, tabaco, álcool e à exposição a substâncias químicas (presentes, por exemplo, nos alimentos, ar, água).
Um Problema de Casal
A infertilidade pode ter várias causas, podendo estar relacionada quer com a mulher, quer com o homem. É comum pensar-se que se trata de um problema mais feminino. Contudo, a taxa de infertilidade masculina é idêntica ou semelhante à taxa de infertilidade feminina.
Fatores que Influenciam a Infertilidade
Idade
A fertilidade decai com a idade, tanto na mulher como no homem. A idade é inversamente proporcional à fertilidade. A partir dos 35 anos, a mulher é cerca de 30% menos fértil do que quando tinha 20 anos.
Peso
O excesso de peso ou obesidade (IMC maior que 25Kg/m2) pode afetar a ovulação na mulher. O peso também é um fator de risco para o homem e influencia a produção de esperma.
Tabaco
A taxa de infertilidade em homens e mulheres fumadoras é cerca do dobro da que encontra-mos nos não fumadores.
Álcool
A ingestão excessiva de álcool pode afetar a qualidade do esperma masculino.
Fatores Ambientais
O aumento da exposição a toxinas provenientes do meio ambiente tem demonstrado influenciar a fertilidade, tanto nos homens como nas mulheres.
A Nutrição e a Infertilidade
Um nível ótimo de micronutrientes é essencial para a fertilidade. Deste modo, reduzir deficiências nutricionais pode influenciar a taxa de fertilidade. Destacam-se as vitaminas A, D, E, ácido fólico, B12, B6 e C; e os minerais, como o ferro, zinco, iodo, cobre e selénio.
Ácido Fólico
Vitamina essencial para o desenvolvimento do ADN, crescimento da placenta e do feto, e formação dos tecidos. Ajuda a prevenir defeitos e malformações no feto.
Ómega-3
Essencial para a produção de óvulos e espermatozoides de qualidade. O ácido gordo DHA é essencial também para promover o equilíbrio hormonal na mulher.
Ferro
A deficiência de ferro desempenha um papel determinante na infertilidade. É um mineral de extrema importância para a qualidade do sangue, produção de óvulos e reforço do sistema imunitário.
Zinco e Selénio
São antioxidantes importantes, essenciais à qualidade do óvulo e à normal produção de espermatozoides. O zinco desempenha também um papel na regulação hormonal.
Vitaminas C e E
As vitaminas C, E, mas também a coenzima Q-10, a L-carnitina e carotenoides (como o licopeno e a astaxantina) são nutritientes que podem ajudar a reduzir o stresse oxidativo.
O Melhor Plano Alimentar para o Casal
Uma alimentação completa, variada e equilibrada vai promover um peso corporal adequado e evitar défices nutricionais que possam interferir na qualidade da produção de óvulos e espermatozoides. Dados revelam que uma dieta rica em gordura saturada e trans, hidratos de carbono simples e açúcares pode afetar de forma negativa a fertilidade. Pelo contrário, um regime alimentar baseado na Dieta Mediterrânica, rica em hidratos de carbono complexos e fibra, ómega 3, proteína de origem vegetal, vitaminas e minerais tem um impacto positivo na fertilidade.
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