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Algas - Expedição ao seu incrível mundo

Nutrição

As algas são plantas que crescem, essencialmente, em água salgada.
Tal como as plantas terrestres, também as algas necessitam de luz solar para viver.

Além da essencial contribuição na renovação do oxigénio atmosférico e sustentação da vida aquática, as algas são úteis numa variedade de outras formas. Podem ser usadas em fertilizantes, rações para animais ou na indústria alimentar, por exemplo. Fazem parte da alimentação tradicional em determinados países, essencialmente nos asiáticos como o Japão, Coreia e China. Na Europa, as algas têm despertado cada vez mais interesse devido às suas excelentes propriedades nutricionais.

Propriedades nutricionais

A sua composição nutricional é extremamente rica, nomeadamente em fibra, minerais e vitaminas.
As algas são muito ricas em fibras solúveis como alginatos, carragenina e ágar-ágar. Estas fibras são utilizadas na indústria alimentar, essencialmente com funções emulsionantes, estabilizadoras, espessantes e gelificantes.
Além disso, o ágar-ágar tem ainda especial interesse para os laboratórios, na preparação de meios de cultura para bactérias e outros microrganismos.
Estudos sobre os alginatos mostram-se muito positivos pela capacidade de captarem gordura proveniente da alimentação, prevenindo a absorção, e podem constituir uma ajuda para o combate a uma das epidemias do século XXI - a obesidade. A introdução desta fibra em produtos consumidos diariamente como pão, bolachas e iogurtes poderá ser uma realidade, o que impediria a absorção de cerca de ¾ da gordura presente na refeição.
As algas são, normalmente, mais ricas em minerais do que as plantas terrestres, pois absorvem os minerais do mar. Em geral, todas as algas têm quantidades significativas de minerais como cálcio, magnésio, potássio, ferro, fósforo e iodo, podendo e devendo ser incluídas na alimentação.
As algas contêm uma quantidade pequena de gordura e são fonte de proteínas e de vitaminas, nomeadamente A, C e do complexo B.

Multiplicidades de algas

Estão reconhecidas milhares de variedades de algas que constituem um grupo bastante heterogéneo. Podem ser microscópicas ou macroscópicas e a sua coloração também é variável, por isso designam-se algas verdes, vermelhas, castanhas ou azuis.
Das algas verdes destaca-se a clorela pois trata-se de uma microalga de água doce, rica em nutrientes como proteínas e vitaminas do complexo B, C, E e betacaroteno, assim como clorofila, que é o pigmento que lhe confere a cor. É uma das algas com maior percentagem de clorofila, representando cerca de 7% do seu peso seco. São-lhe atribuídas propriedades imunoestimulantes, ajudando na promoção do aumento dos glóbulos brancos do sangue. Outra variedade de algas verdes comestíveis é a esparguete do mar, considerada a alga com mais personalidade na cozinha e muito rica em ferro e em potássio. As algas castanhas crescem normalmente em águas mais profundas, sendo um exemplar a kombu, que tem uma consistência carnuda e utiliza-se em culinária como uma verdura. A alga wakame é provavelmente a alga mais versátil, sendo a mais interessante para um primeiro contacto. Pode juntar-se crua a saladas ou simplesmente cozida, e também se adapta bem a sopas, guisados, recheios ou pizas, por exemplo.
Como um exemplar de alga vermelha temos por exemplo a dulce, utilizada durante o século XVII pelos marinheiros britânicos que a mastigavam, o que contribuiu para uma incidência mais baixa de escorbuto devido à vitamina C. Tem uma textura suave e um sabor ligeiramente picante.

Na Galiza, a nori é das algas mais populares, de sabor intenso é fácil de preparar. É também a alga de eleição para a elaboração de sushi. É fonte de proteínas, vitaminas A, B1, C e de minerais.

A bodelha (Fucus vesiculosus) é uma alga castanha muito rica em iodo. Este mineral é essencial para o funcionamento da tiroide e a sua deficiência impede que o metabolismo energético ocorra de uma forma eficiente. A taxa de metabolismo basal é uma questão importante no que refere à concentração de gordura corporal, sendo o iodo muitas vezes utilizado em situações de excesso de peso e disfunção da tiroide (hipotiroidismo).

A espirulina é uma alga microscópica, de cor azul-esverdeada e muito interessante em termos nutricionais, pois é rica em proteínas (cerca de 70%), betacaroteno e clorofila, além de fibra, minerais e vitaminas. Estudos têm vindo a demonstrar a capacidade de reforçar o sistema imunitário assim como propriedades antivirais.


Benefícios para a saúde

A introdução das algas na alimentação pode contribuir para o bem-estar geral assim como, segundo alguns estudos têm demonstrado, para a melhoria da sintomatologia associada a determinadas situações ou patologias.

A riqueza em fibra ajuda na obtenção de uma saciedade precoce, assim como na absorção de gorduras, podendo contribuir para a obtenção e manutenção de um peso saudável.

Estudos também têm mostrado resultados muito animadores no que se refere à redução dos sintomas associados a situações de osteoartrite devido às propriedades antinflamatórias e antioxidantes de algumas algas.

O consumo de algas pode ainda contribuir para o equilíbrio das dietas vegetarianas pela sua riqueza em proteínas e minerais. O seu conteúdo em minerais, como o cálcio e o magnésio, pode contribuir para o aporte mineral essencial à manutenção da massa óssea e muscular.

Algas e mais algas!

Hoje em dia existem suplementos alimentares à base de algas que constituem autênticos concentrados de vitaminas, minerais e de aminoácidos e podem ser um complemento para desportistas ou vegetarianos, assim como uma ajuda para estimular o sistema imunitário ou controlar o peso, por exemplo.

Do ponto de vista gastronómico, as possibilidades de utilização das algas são muito variadas, podendo ser usadas em sopas e caldos, em guisados misturadas com outras verduras ou em saladas. Experimente! O seu consumo vai contribuir para uma dieta nutritiva, equilibrada e variada e que vai proporcionar com certeza verdadeiros prazeres gastronómicos.