Seja como alimento, integradas em suplementos alimentares ou como aditivos, dados os seus benefícios nutricionais e propriedades organoléticas únicas, as algas ocupam um papel na alimentação humana que tem vindo a ganhar destaque nos últimos anos. Segundo a FAO – Food and Agriculture Organization of the United Nations, em 2015, a produção mundial de algas foi de 30,4 milhões de toneladas, tendo duplicado desde 2005.
As Algas Não São Todas Iguais
O termo algae refere-se tanto às algas marinhas, que mais comummente estamos habituados a ver integradas em pratos de diferentes tipos de culinária – as macroalgas –, como a um grupo altamente diversificado de microrganismos conhecido como microalgas – no qual se incluem, por exemplo, a spirulina e a clorella.
Macroalgas
- Organismos multicelulares complexos, visíveis a olho nu;
- Crescem em ambiente marinho;
- De acordo com a pigmentação, podem ser algas verdes, vermelhas ou castanhas.
Microalgas
- Algas de tamanho microscópico;
- Crescem em condições diversas, não apenas em ambiente marinho;
- Têm uma enorme diversidade de cores e aparências.
Uma Vantagem Nutricional?
As algas são consideradas alimentos bastante ricos do ponto de vista nutricional, sendo boas fontes de alguns macro e micronutrientes. Ademais, o seu potencial benéfico para a nutrição humana está também fortemente relacionado com a sua composição em compostos bioativos, que variam muito entre os diferentes tipos de algas.
Considerando o seu perfil nutricional, destacam-se:
- Polissacáridos, como o alginato e fucoidano;
- Proteínas: as algas podem ser uma fonte complementar de proteína na alimentação, e mais sustentável — em comparação à proteína de origem animal;
- Antioxidantes, como os polifenóis e os carotenoides;
- Ácidos gordos Ómega-3: alguns tipos de algas, nomeadamente as algas vermelhas e castanhas, apresentam teores relevantes de Ómega-3, nomeadamente EPA e DHA — compostos normalmente obtidos através do consumo de peixe ou suplementação à base de óleos de peixe.
O Paradigma do Iodo
O teor em iodo, oligoelemento essencial ao normal funcionamento do organismo, é uma preocupação comum no que toca ao consumo de algas, uma vez que pode estar presente em algas marinhas em concentrações elevadas. Embora o consumo de iodo seja importante e a sua carência seja comum – manifestando-se também em Portugal –, a ingestão excessiva pode ter efeitos nocivos, como, por exemplo, disfunções da tiroide e bócio. Assim, o consumo de algas particularmente ricas em iodo (como as kelp, na qual se inclui a kombu) deve ser moderado, especialmente em grupos de alto risco, como as grávidas, as crianças, e os indivíduos com disfunções da tiroide.
Já Conheceste estas Algas?
Wakame
Esta alga de folhas verde-escuras apresenta na sua composição ácidos gordos EPA e DHA, e uma quantidade relevante de proteína e fibra. Apresenta um sabor suave e adocicado. É uma das algas mais facilmente consumidas em saladas e frequentemente utilizada em preparações como a sopa miso. Pode ser uma boa opção para quem está a começar a introduzir as algas na alimentação.
Spirulina
É uma das microalgas mais conhecidas. Apresenta uma elevada concentração de proteínas e é fonte de várias vitaminas e minerais, tais como a vitamina B3, betacaroteno, ferro e magnésio. Normalmente encontrada sob a forma de pó, pode ser integrada em alimentos como batidos, sumos, bolachas ou barras, ou ainda em suplementação.
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