A alimentação dos bebés deve ser suficientemente variada de modo a fornecer todos os nutrientes para um crescimento e desenvolvimento corretos.
Não e novidade que a alimentação tem um peso importante em todas as fases da vida e pode determinar o bem-estar geral.
Quando falamos em bebes a alimentação tem ainda um peso maior - alem de satisfazer as necessidades energéticas, deve ser suficientemente variada de modo a fornecer todos os nutrientes essenciais para um crescimento e desenvolvimento corretos.
Antes do nascimento
O desenvolvimento inicia-se apos a conceção e as necessidades nutricionais começam logo nesta fase. Assim, não podemos esquecer que durante a gravidez as escolhas alimentares e os hábitos de vida da mãe se refletem no desenvolvimento do feto. E importante seguir com o obstetra todas as indicações nutricionais e outras, nomeadamente no que diz respeito a suplementação, inicialmente de ácido fólico e mais tarde de ferro e acido fólico.
Pode ser ainda necessária uma suplementação de outras vitaminas e minerais, assim como de ácidos gordos essenciais (omega-3). Neste caso, escolha um suplemento alimentar especifico para esta etapa. A alimentação adequada da grávida, além de ser benéfica para a mulher e o feto, permite ainda a preparação para a fase de amamentação. Para as últimas semanas de gravidez existem infusões a base de ingredientes biológicos que promovem a lactação e podem mesmo ajudar a acalmar e a reduzir as cólicas do recém-nascido.
Dos 0 aos 6 meses
O primeiro alimento e o leite materno. Deve ser sempre o alimento de eleição pois e o mais completo. Em termos nutricionais e o único alimento que fornece substancias que protegem e combatem as infeções.
A oms (organização mundial de saúde) recomenda o aleitamento materno em exclusivo nos primeiros 6 meses de vida porque assegura um bom desenvolvimento e a saúde do bebe. Também se considera desejável manter o leite materno durante a fase de diversificação alimentar, ate aos 2 anos.
Dos 6 meses aos 2 anos
A diversificação alimentar deve ter inicio aos 6 meses pois a partir desta idade considera-se que o leite, por si, não e suficiente para satisfazer as necessidades energéticas do bebe - que se movimenta mais quando começa a gatinhar e depois quando da os primeiros passos.
No entanto, existem situações em que esta diversificação tem que ser iniciada numa fase precoce, nomeadamente quando a mãe tem que retomar o trabalho ou quando o leite materno, por qualquer motivo, não e suficiente. Assim, entre os 4 e os 6 meses introduzem-se outros alimentos como as sopas, papa e fruta.
Numa primeira fase, e dependente da indicação do pediatra, o primeiro alimento de colher e uma sopa de legumes ou uma papa.
Sopa e os legumes
De início a sopa deve ter uma quantidade limitada de legumes, normalmente dois ou três, que podem ser batata, cenoura, abóbora ou cebola. Os restantes legumes são introduzidos progressivamente, um a um, respeitando sempre um intervalo de três a cinco dias para verificar se existem reações alérgicas. A sopa deve ser temperada com um fio de azeite virgem extra, em cru, e não deve ter sal.
A sopa tem uma função muito importante porque, devido a grande variedade de legumes que se podem ir incluindo, o bebé pode explorar vários sabores e mais tarde texturas, além de benefícios nutricionais. Quando a introdução da maioria dos legumes esta concluída, deve fazer-se uma rotação dos mesmos.
A carne
A carne, normalmente introduzida entre os 5 a 6 meses, deve ser biológica. Deve começar-se com o borrego, frango ou peru, e só depois a carne de vaca. Nos primeiros dias a quantidade e pequena, aumentando gradualmente ate aos 20 a 25g por refeição. A introdução da carne de porco pode esperar, havendo mesmo pediatras que apenas a aconselham a partir dos 2 anos.
O peixe
Normalmente aos 9 meses faz-se a introdução do peixe, começando com as variedades brancas (linguado, pescada, maruca e dourada) e só depois as azuis (salmão, sardinha, atum, cavala, etc.). O peixe pode ser fresco ou congelado, sempre de qualidade. Deve ainda ter sempre o cuidado de retirar as espinhas e escamas.
Os ovos
Aos 9 meses também se inicia o consumo da gema do ovo e por volta dos 11-12 o da clara, lentamente porque tem um grande peso alergénico. Os ovos devem ser, de preferência, biológicos.
As leguminosas
São um alimento rico em nutrientes importantes como proteínas, minerais (cálcio, potássio, magnésio, fosforo, zinco) e vitaminas do complexo b.
Enriquecem as sopas e podem ser consumidas a partir dos 11-12 meses. Existem variedades biológicas enlatadas, já cozidas e sem sal, uma solução muito prática e saudável.
Papa
Alguns pediatras optam por recomendar em primeiro lugar uma papa e só introduzir a sopa uma fase posterior. As papas podem conter leite (papa láctea) ou não (papa não láctea) e são normalmente isentas de glúten, proteína presente em alguns cereais como o trigo, centeio, cevada e aveia, que apenas se introduz após os 6 meses. Caso se opte por uma papa não láctea, deve ser preparada com o leite que o bebe consome no momento.
De uma maneira geral as papas fornecem um elevado valor energético pois tem hidratos de carbono, proteínas vegetais (dos cereais) e animais (do leite), assim como vitaminas e minerais. Os bebes com um percentil de peso elevado podem iniciar as papas mais tarde.
A escolha da primeira papa e um passo importante porque, devido a grande variedade existente no mercado, a decisão pode ser difícil. Opte por papas elaboradas com ingredientes biológicos, que são mais nutritivos, cereais integrais e sem adição de açúcar, sal, corantes, aromatizantes ou conservantes.
Fruta
Numa primeira fase a fruta pode ser cozida. Para começar as opções mais comuns são maca, pera, banana e marmelo. À semelhança dos legumes, deve seguir a regra dos três a cinco dias de intervalo para identificar possíveis reações ou alergias.
Dê preferência a fruta deve ser biológica e consumida imediatamente apos ser reduzida a puré. Felizmente, hoje em dia já existem opções em boião muito práticas para quando não há tempo de a preparar.
Outros alimentos
O pão e as bolachas podem ser introduzidos a partir dos 6 a 8 meses dependendo do bebé, nomeadamente da dentição e da vontade de mastigar.
Gradualmente devem introduzir-se alimentos com novas texturas, de forma a estimular o processo de mastigação e insalivação.
Apos os 9 meses, de uma maneira geral os iogurtes são uma solução para os lanches, simples ou misturados com fruta. Prefira os naturais biológicos.
Líquidos
Enquanto o bebe apenas bebe leite materno não se aconselha a introdução de qualquer outro líquido. A água fornecida através do leite materno e suficiente.
Quando se inicia a diversificação alimentar pode começar a beber agua e chás específicos para bebes, sem adição de açúcar.
Leite
O leite de vaca gordo pode ser ingerido a partir dos 12 meses por bebes sem historial de alergias. Mais uma vez, as opções biológicas são as mais nutritivas e saudáveis.
Deve ter-se em atenção a escolha dos ingredientes que compõem as refeições, dando preferência a alimentos biológicos e sem aditivos, corantes ou conservantes.
O excesso de açúcar, sal e gorduras e prejudicial, predispondo a obesidade infantil e a problemas de saúde no futuro.
Pele
Relativamente a escolha da cosmética deve optar por soluções mais naturais, sem parabenos ou aditivos, e especificas para bebes de forma a evitar possíveis reações ou alergias.
Suplementos e medicamentos homeopáticos
Hoje em dia existem produtos homeopáticos específicos e desenvolvidos para bebés e crianças que podem ser utilizados em determinadas situações como cólicas, flatulência, congestão nasal, etc.
Caso opte pela utilização de suplementos alimentares, estes também devem ser específicos para crianças. Os mais utilizados e alvo de muitos estudos com bons resultados são os probióticos, estirpes específicas de bactérias benéficas cruciais para a manutenção de uma flora microbiana saudav1el no trato intestinal de bebes e crianças. Podem ser uteis em situações de perturbações digestivas como vómitos e diarreia, durante a toma de antibióticos ou caso se verifiquem certas alergias. Apresentam-se normalmente em pó e são facilmente solúveis nas fórmulas para bebes, chás ou agua.
De uma maneira geral, com um ano a criança já faz as refeições com a família e a sua alimentação diária deve ser repartida por cinco a seis refeições.
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