O caldo de ossos remonta aos tempos pré-históricos, quando os caçadores-recoletores transformavam partes não comestíveis de animais (como ossos, cascos e articulações) num caldo que podiam beber. Atualmente, são usados ossos de qualquer animal e, além destes, utilizam-se ainda a medula óssea e outras partes (pés, cascos, bicos, moelas ou barbatanas).
Os benefícios
Os ossos de animais são ricos em cálcio, magnésio e outras vitaminas e minerais. A medula fornece vitaminas A e B, e minerais como zinco, ferro, cálcio e selénio. Também contêm colagénio, que se transforma em gelatina quando cozinhado e que fornece vários aminoácidos importantes. Apesar de alguns nutrientes estarem presentes em pequenas quantidades no caldo, as várias horas de cozedura lenta ajudam a extrair mais proteína dos ossos e do tecido conjuntivo, libertando esses nutrientes na água de forma a que o organismo os possa absorver facilmente, tendo vários benefícios:
Sistema digestivos: A gelatina do caldo de ossos contém ácido glutâmico que se converte em glutamina no organismo, ajudando a manter a função da parede intestinal;
Articulações e pele: O colagénio é a principal proteína que se encontra nos ossos, tendões e ligamentos. Ao cozinhar o caldo, o colagénio dos ossos e do tecido conjuntivo decompõe-se em gelatina, que contém aminoácidos importantes que apoiam a saúde das articulações. Estes incluem prolina e glicina, que o organismo utiliza para construir o seu próprio tecido conjuntivo. O colagénio é também responsável pela firmeza e elasticidade da pele;
Manutenção do peso: O caldo de ossos é tipicamente baixo em calorias e rico em proteínas, podendo ajudar a saciar e na gestão do peso.
Importância da qualidade
A qualidade do caldo depende diretamente da matéria-prima usada. Os ossos de aves ou de vaca criadas de forma biológica, alimentadas exclusivamente de pastagem, são os que mais benefícios trazem, uma vez que provêm de animais mais saudáveis.
Como conservar
O caldo de ossos não tem de ser logo consumido. Se preferir, pode guardá-lo no frigorífico, durante três a quatro dias, ou congelá-lo em pequenos recipientes.
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