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Coronavírus: A maioria dos infetados tem défice de vitamina D, de acordo com dados preliminares

Nutrição

ATUALIZAÇÃO:

Um estudo levado a cabo recentemente pela Boston University School of Medicine e publicado pela revista científica PLOS ONE vem reforçar o papel da vitamina D no combate à COVID-19. Segundo dados preliminares, é menos provável que pacientes com níveis adequados de vitamina D sofram complicações pela infeção por COVID-19.Este estudo sugere ainda que níveis recomendados desta vitamina, devido ao seu efeito ao nível do sistema imunitário, poderá reduzir o risco de infeção pelo vírus.

Pelas palavras do Dr. Michael Holick, um dos médicos da equipa de investigação: “Porque a deficiência e a insuficiência em vitamina D são tão comuns em crianças e adultos nos Estados Unidos e nos restantes países do mundo, especialmente no inverno, é razoável aconselhar a toma de um suplemento com vitamina D para reduzir o risco de infeção e de complicações pela COVID-19.”

Já um estudo levado a cabo em Março deste ano e publicado em Julho, desenvolvido por dois médicos italianos, verificou existir uma elevada prevalência do défice de vitamina D entre os pacientes recuperados pelo COVID-19 no Hospital de Turim.

A infeção mundial, ou pandemia, que se iniciou em Dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, China pertence a uma família de vírus chamados por coronavírus e que já são conhecidas do público por terem sido responsáveis por outras epidemias no passado. Entre elas destacam-se a síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV), que começou na China em 2002-2003, e a síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS-CoV) no Médio Oriente em 2012. O COVID-19 é então a doença causada pela infeção mais recente do novo coronavírus (SARS-CoV-2), caracterizando-se por sintomas como febre (temperatura superior a 38ºC), tosse e dificuldades respiratórias, sendo a pneumonia a principal causa de morte entre os infetados.

A vitamina D desempenha várias funções no organismo e nos últimos anos tem-se aprofundado o conhecimento sobre o seu papel na imunidade. Esta vitamina contribui para estimular a atividade dos glóbulos brancos e de outras células na defesa contra diferentes agentes infeciosos. O problema está que a presença de níveis sanguíneos insuficientes de vitamina D (abaixo dos 20ng/ml) afeta uma grande da população mundial. Um estudo de 2018 conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade do Porto, mostrou que 78% da população portuguesa tem défice de vitamina D, sendo mais prevalente no inverno (95%) do que no verão (62%). Não é por isso de admirar que a época em que estamos com as reservas mais baixas de vitamina D, seja também aquela em que se registam mais episódios de gripes e de infeções do trato respiratório superior. Entre os fatores que mais contribuem para o défice de vitamina D, encontram-se a falta de exposição solar adequada, pele escura ou a incapacidade de produzir vitamina D (ex. idosos), obesidade e a incapacidade de absorção deste nutriente da dieta (ex. pessoas com doença celíaca, síndrome inflamatório intestinal).

Ainda que alguns alimentos possam fornecer este nutriente, como o peixe, os produtos lácteos e os ovos, a ingestão revela-se muito insuficiente face às necessidades do organismo. Por este motivo, a principal fonte de vitamina D que é a exposição solar, encontra-se bastante comprometida com o período de quarentena necessário que devemos cumprir.

São cada vez mais as vozes que se levantam na comunidade científica a defender os benefícios da suplementação com vitamina D, como uma ferramenta de fortalecimento da imunidade e de prevenção contra infeções virais. Apesar de ainda não existirem dados concretos, a equipa de investigadores italianos faz um apelo à comunidade médica. Deverão ser tomadas medidas que assegurem que os doentes infetados e as suas famílias tenham níveis adequados de vitamina D, iguais ou superiores a 50ng/ml, de acordo com as recomendações da EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos).

Aos italianos, junta-se ainda o ex-diretor do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), o centro americano para a prevenção de doenças. O especialista refere que a suplementação com vitamina D reduz o risco de infeção respiratória e que pode limitar a infeção por vírus. Esta medida, poderá contribuir para reduzir a mortalidade por pneumonia causada pelo COVID-19, principalmente no grupo mais vulnerável da população – os idosos.

Uma equipa de investigadores americanos chega também à mesma conclusão, após fazer uma revisão de literatura científica sobre o possível efeito preventivo da suplementação com vitamina D na infeção por COVID-19.

Quanto às doses ideais de suplementação, existem vários fatores a ter em conta como o estado geral de saúde, a toma de medicação, a exposição solar, a ingestão alimentar entre outros. Apesar de ser bem tolerada nas doses permitidas dentro da União Europeia (iguais ou inferiores a 5000UI*/dia), para perceber qual a dose de vitamina D mais adequada para si é sempre importante procurar o aconselhamento com Médico ou outro profissional de saúde e se possível realizar um doseamento sanguíneo de vitamina D. Após essa avaliação poderá, por exemplo, ser-lhe sugerida a toma de um suplemento alimentar como o Solgar Vitamina D3, que fornece 2200UI* de vitamina D3:

Vitamina D3 3300IU

Não se esqueça também de assegurar o consumo de uma dieta diversificada e equilibrada, que inclua não só os alimentos já mencionados, como também alimentos fortificados (ex. cereais de pequeno-almoço com vitamina D). Ainda que o contexto requeira mais tempo passado em casa ou em espaços fechados, aproveite alguns minutos de sol por exemplo, na varanda ou na janela para produzir a sua vitamina D.

*UI = Unidades Internacionais. Cada 1UI de vitamina D equivale a 0,025µg de colecalciferol.