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Cuidar o cérebro: o que evitar e o que incluir no prato

Bem-Estar

A nutrição desempenha um papel fundamental no funcionamento do cérebro, influenciando diretamente a memória, a atenção, os níveis de energia e a clareza mental. Alguns alimentos, quando consumidos regularmente, podem ter um impacto negativo na saúde cerebral. Identificá-los e substituí-los por escolhas mais equilibradas podem fazer uma grande diferença no bem-estar e na performance mental, tanto no dia a dia como a longo prazo.

Açúcar adicionado e hidratos de carbono refinados

Os açúcares simples – presentes em refrigerantes, bolos e cereais refinados – estão ligados a uma menor densidade do hipocampo, uma área importante para a memória e para a aprendizagem. Além disso, estes alimentos com alto índice glicémico provocam picos rápidos de açúcar no sangue, se-guidos de uma diminuição drástica, podendo afetar o humor, a concen-tração e a energia.

Em alternativa, prefira:

- Cereais integrais e leguminosas;
- Água com limão ou infusões naturais; 
- Fruta fresca, especialmente morangos,  framboesas, mirtilos e citrinos.

Estes alimentos disponibilizam energia de forma mais constante e são ricos em vitaminas do complexo B, antioxidantes e fibras – essenciais para o cérebro. Os antioxidantes, por exemplo, são conhe-cidos por ajudar a neutralizar os radicais livres, protegendo as células cerebrais do envelhecimento precoce.

Gorduras saturadas e trans

As gorduras trans, muitas vezes referidas como “óleos parcialmente hidrogenados”, estão associadas a efeitos negativos na função cognitiva, enquanto o consumo excessivo de gorduras saturadas – especialmente provenientes de alimentos processados como fast food, pastelaria industrial ou snacks – pode prejudicar a comunicação entre os neurónios e promover a inflamação cerebral.

Em alternativa, inclua:

-  Azeite virgem extra;
-  Abacate;
-  Frutos secos e sementes;
-  Peixe gordo como salmão ou sardinha.

Estes alimentos são ricos em gorduras saudáveis. O peixe gordo, as sementes e os frutos secos fornecem ómega 3, de origem animal e vegetal, respetivamente, sendo essenciais para a saúde do cérebro, ajudando a proteger contra a inflamação e a manter as funções cognitivas. Já o azeite e o abacate são fontes de gorduras monoinsaturadas, que contribuem para a manutenção da fluidez e funcionalidade das membranas celulares cerebrais.

Alimentos ultraprocessados

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados tem vindo a ser associado a alterações no humor e na função cognitiva. Estes produtos combinam ingredientes de baixo valor nuricional - como açúcar, sal, aditivos e gorduras pouco saudáveis – que podem afetar a comunicação entre o intestino e o cérebro.

Em alternativa, priorize:

- Refeições preparadas em casa, simples, nutritivas e coloridas;
- Hortícolas verdes (espinafres, brócolos e couves frisadas);
- Alimentos como a curcuma e o gengibre.

Estes alimentos oferecem uma maior diversidade nutricional, fornecendo vitaminas do complexo B, E e C, além de carotenoides como a luteína e a zeaxantina, compostos que suportam a função cerebral. A curcuma e o gengibre contêm compostos com ação antioxidante, ajudando a proteger as células cerebrais do stresse oxidativo.

Álcool em excesso

O consumo excessivo de álcool tem sido consistentemente associado a alterações estruturais e funcionais no cérebro. O álcool parece interferir na neurogénese (formação de novos neurónios), prejudicar a comunicação sináptica e contribuir para a infla-mação cerebral, pelo que se torna importante diminuir o seu consumo.

Em alternativa, experimente:

-  Infusões frias;
-  Água aromatizada;
-  Kombucha.

Estas opções ajudam a manter uma boa hidratação e a promover o equilíbrio do organismo, contribuindo para o bem-estar do cérebro.