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Incontinência urinária

Bem-Estar

O que é?

A incontinência urinária é uma condição clínica extremamente comum apesar de muitas vezes subdiagnosticada. Carateriza-se por perdas de urina involuntárias, que podem ser muito ligeiras e ocasionais ou perdas mais abundantes e regulares. É um problema que resulta do relaxamento da musculatura uretral e da contração dos músculos da bexiga, o que permite a saída de urina (micção). Ocorre predominantemente nas mulheres devido à anatomia feminina.
Apesar das implicações deste problema na qualidade de vida do indivíduo, não só a nível físico mas também social, sexual e emocional, apenas 10% dos doentes recorrem ao médico para diagnóstico e tratamento efetivo. A incontinência é, ainda hoje, um assunto tabu dominado pelo constrangimento de urinar involuntariamente.
São vários os fatores que podem influenciar o início deste problema de forma temporária: frequência de infeções urinárias, obstipação, abuso de substâncias irritantes para a bexiga (café, citrinos…), excesso de peso ou ainda a toma de certos medicamentos (sedativos, antidepressivos, diuréticos, anti-hipertensores…). As causas permanentes envolvem problemas na próstata (no caso do homem), alterações hormonais (no caso da mulher, a menopausa), enfraquecimento dos músculos da bexiga derivado da gravidez e/ou parto, determinadas cirurgias (pélvicas, útero e/ou próstata) ou lesões neurológicas.

Os vários tipos de incontinência urinária

  • Incontinência de esforço: perdas de urina previsíveis quando existe um aumento de pressão dentro do abdómen (tossir, espirrar, rir, pegar em algo pesado) e deriva da fragilidade dos músculos pélvicos que suportam a bexiga e a uretra. 
  • Incontinência por urgência: ocorre repentinamente, acompanhada de uma vontade intensa e imprevisível de urinar devido a contrações súbitas na bexiga. Pode estar relacionada com o envelhecimento ou doenças neurológicas em idades mais jovens.
  • Incontinência mista: combinação da incontinência de esforço com a de urgência.
  • Incontinência por extravasamento: as perdas de urina acontecem sem que se consiga chegar a tempo à casa de banho. Ocorre quando a bexiga suporta grandes volumes de urina e a pressão do líquido é tão grande que não se consegue controlar as perdas. 
  • Incontinência funcional: causada por incapacidade motora do doente ou em casos de demência ou lesão neurológica grave (Parkinson ou Alzheimer). 
  • Incontinência noturna: perdas de urina frequentes em crianças, mas também podem ocorrer na idade adulta

Como saber se tem incontinência urinária?

Um diagnóstico atempado é fundamental na correta caraterização do tipo de incontinência e adequação da terapêutica, além de que permite despistar outros problemas mais graves subjacentes.
A presença de algum destes sintomas poderá justificar uma consulta médica de especialidade (urologia) para avaliar o problema:

  • Perda involuntária de urina. 
  • Necessidade de usar pensos ou fraldas para absorver as perdas de urina. 
  • Urgência em urinar e receio de não chegar a tempo. 
  • Perdas de urina quando se espirra, tosse, ri ou levanta algo mais pesado. 
  • Necessidade de urinar mais do que duas vezes por noite.

O diagnóstico inclui um exame geral e pélvico, análises ao sangue e urina, e poderá ainda ser solicitado um diário miccional, ecografia dos rins e bexiga e, se subsistirem dúvidas, um estudo urodinâmico (que avalia o comportamento do aparelho urinário inferior).

Abordagem terapêutica

O plano de tratamento inicia-se com alterações do estilo de vida (como atingir um peso adequado, avaliação da ingestão líquidos, incluindo os que são irritantes para a bexiga, tratamento da obstipação, cessação tabágica), seguido de intervenção farmacológica e, finalmente, nos casos em que os sintomas não respondem a estes últimos, com tratamentos invasivos como a cirurgia.
Efetivamente, o tratamento irá depender do tipo de incontinência urinária. No caso da incontinência de urgência, o tratamento de primeira linha inclui, além do referido acima, a reeducação da bexiga e exercícios de fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico. Também se poderá recorrer à estimulação elétrica do nervo tibial posterior. O tratamento farmacológico da incontinência de esforço tem como objetivo aumentar a força de encerramento uretral ao aumentar o tónus dos músculos da uretra. Quando estes tratamentos não proporcionam o alívio sintomático esperado, a intervenção cirúrgica afigura-se a única opção disponível, que implica a colocação de slings ou esfíncteres artificiais, uretropexia Marshall-Marchetti-Krantz, entre outros. Além destas abordagens é de salientar que, para o bom funcionamento dos músculos, nomeadamente dos pélvicos, deve ser assegurado o aporte adequado de micronutrientes como o cálcio, magnésio, potássio e vitamina D. A fitoterapia também pode ser uma opção na prevenção e gestão do problema, destacando-se os produtos à base de cavalinha (que tem propriedades diuréticas, aumentando o fluxo urinário) e sementes de abóbora (tradicionalmente utilizadas em casos de bexiga irritável e distúrbios da micção).

Conhece os exercícios de Kegel?

O que são?
Exercícios regulares e intensos dos músculos do pavimento pélvico que se destinam ao controlo da bexiga e ajudam a tonificar os músculos envolvidos na micção

Qual o objetivo?
Técnica com vista a minimizar ou prevenir a perda de urina involuntária.

Para quem?
Mulheres com incontinência urinária de esforço, urgência ou mista; em mulheres grávidas e três meses após o parto.

Em que consistem?
Numa forte e repetida contração dos músculos do pavimento pélvico, o que permite a compressão da uretra e o aumento da pressão intrauretral. Devem ser realizados várias vezes ao dia para que os músculos adquiram resistência e seja possível utilizá-los apropriadamente em situações que possam provocar incontinência (rir, tossir, espirrar).

Exemplos:
Em primeiro lugar, procure um local calmo onde se possa concentrar e tente identificar corretamente os músculos que deve contrair (zona pélvica). Os exercícios devem ser realizados sempre com a bexiga vazia.

Exercício 1

  • Na posição horizontal, com as costas no chão, contraia os músculos pélvicos lentamente (como se estivesse a reter a urina).
  • Conte devagar até 5, mantendo a contração firme. 
  • Relaxe lentamente os músculos

Exercício 2

  • Na posição horizontal, com as costas e braços apoiados no chão, eleve lentamente os glúteos enquanto contrai os músculos pélvicos e inspira.
  • Volte à posição inicial pela ordem inversa, desta vez expirando.

Esta sequência pode ser repetida 10 vezes, até três vezes ao longo do dia.

Alguns conselhos que podem prevenir ou minorar este problema:

  • Manter um peso saudável. 
  • Ingerir uma quantidade adequada de líquidos (cerca de 1,5 l durante o dia, incluindo água, sumos, sopas…). 
  • Evitar substâncias que possam irritar a bexiga (citrinos, cafeína ou álcool). 
  • Urinar a intervalos regulares, a cada duas horas. 
  • Assegurar o aporte adequado de nutrientes que contribuem para o bom funcionamento dos músculos (como o cálcio e o magnésio). 
  • Auxiliar-se da fitoterapia, nomeadamente de produtos à base de cavalinha e sementes de abóbora.