Estima-se que 75% a 80% da população sexualmente ativa já contraiu o vírus do papiloma humano (HPV) em alguma fase da sua vida. Apesar de ter uma maior incidência em mulheres, também afeta homens. Na maioria dos casos, a presença do HPV é silenciosa, tendo o sistema imunitário capacidade de o eliminar. Saiba mais sobre este vírus.
O que é o HPV?
É uma das infeções sexualmente transmissíveis mais comuns a nível mundial, ocorrendo frequentemente
em faixas etárias mais novas, nomeadamente entre os 15 e os 25 anos, e também durante os primeiros 10 anos de início da atividade sexual.
Tipos de HPV e Manifestações Clínicias
Atualmente, conhecem-se mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 40 infectam preferencialmente o trato anogenital. Estes vírus dividem-se entre vírus de baixo, intermédio e alto risco. O aparecimento de condilomas, verrugas genitais e alterações leves no colo do útero, sem potencial para evolução, são exemplos de manifestações associadas ao contágio por vírus de baixo risco.
No caso de transmissão de HPV de risco intermédio, a ciência ainda não consegue garantir se o risco de alterações malignas é alto ou baixo. Relativamente às infeções de alto risco, estão fortemente associadas a lesões que, se não forem devidamente vigiadas e tratadas, podem progredir para diferentes tipos de cancro.
Importância da Vacinação
Atualmente, em Portugal, a vacinação contra o HPV faz parte do Programa Nacional de Vacinação, e a sua administração é recomendada para raparigas e rapazes aos 10 anos. O principal objetivo da vacinação consiste na prevenção, a longo prazo, do cancro do colo do útero (CCU) e, a médio prazo, na prevenção das lesões precursoras do mesmo.
É de salientar que a vacinação também previne as neoplasias precursoras da vulva e vagina, assim como de outros cancros relacionados com o HPV. Neste sentido, é fundamental a promoção da vacina em idades precoces e antes de se iniciar a atividade sexual.
Tenho HPV, e agora?
Após a realização dos meios de diagnóstico, é possível identificar as alterações das células do colo do útero, permitindo o seu tratamento e vigilância. Quando a infeção é persistente e não é devidamente seguida, esta poderá evoluir para CCU. Geralmente, a sua evolução leva entre 15 e 20 anos. Já em mulheres com sistema imunológico mais debilitado (inclusive mulheres portadoras do vírus VIH) esse processo pode ocorrer entre 5 e 10 anos.
O Tratamento
Não se conhecem ainda medicamentos que eliminem o vírus do organismo. No entanto, há intervenções que podem ser realizadas, nomeadamente, medicamentos de aplicação local (tópica), eletrocirurgia laser, crioterapia e excisão cirúrgica, que incidem diretamente nas lesões.
Eis alguns exemplos que têm sido revolucionários:
A marca Procare foi pioneira no tratamento para prevenir e tratar as lesões cervicais e anais de baixo grau, e apresenta a gama Papilocare® com os seguintes produtos:
- O gel vaginal Papilocare®, de tratamento local, demonstrou, em estudos clínicos, uma taxa de sucesso muito elevada: cerca de 88% das mulheres tratadas apresentaram regressão das lesões cervicais e mais de 63% deixaram de apresentar HPV de alto risco após 6 meses de utilização. Em estudos realizados em contexto real, os resultados mantiveram-se consistentes, com 77% das utilizadoras a apresentar regressão das lesões e 71% a eliminar o vírus até 12 meses.
- O Papilocare® Immunocaps, um suplemento alimentar com atuação sistémica, contém uma fórmula à base de extrato de Reishi, conhecida por ajudar a reforçar o sistema imunitário e a manter o equilíbrio das membranas mucosas, elementos essenciais para combater o HPV de forma eficaz.
O Coriolus versicolor é um cogumelo com ação imunomoduladora, utilizado como suplemento alimentar para apoiar o sistema imunitário. Os seus compostos ativos estimulam células de defesa e ajudam o organismo a eliminar infeções virais persistentes, como o HPV. Em estudos clínicos, a suplementação com Coriolus versicolor levou à regressão de lesões cervicais em mais de 70% dos casos e à eliminação do vírus em até 90% das mulheres tratadas, mostrando-se uma opção eficaz no apoio ao tratamento do HPV.
A Importância do Acompanhamento Médico
Após o diagnóstico de HPV, é fundamental manter um acompanhamento médico regular. O controlo contínuo permite identificar rapidamente qualquer alteração nas células do colo do útero, possibilitando um tratamento precoce e eficaz. Ignorar essa vigilância pode aumentar o risco de progressão para lesões mais graves e até para o desenvolvimento de cancro. Por isso, não deixe de consultar o seu médico e realizar os exames recomendados.
Embora ainda não exista uma cura definitiva para a infeção por HPV, a conjugação de medidas preventivas, como a vacinação, com o acompanhamento médico e o uso de tratamentos e suplementos que fortalecem o sistema imunitário mostram-se bons aliados para controlar a evolução da doença e reduzir os riscos associados.
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