A utilização de cogumelos remonta há milhares de anos em países como a China ou o Japão. Apesar da sua utilização milenar, apenas agora os cogumelos começam a despertar maior interesse na comunidade científica. Hoje, já se conhecem diversos benefícios do consumo destes fungos com um papel importante na saúde. Descubra mais no artigo que preparámos para si.
Cogumelo Coriolus
Coriolus versicolor
Contribui para a imunomodulação, isto é, intervém na regulação da resposta imunitária, devido à riqueza em dois polissacáridos, o péptido polissacárido (PSP) e a glicoproteína PSK – compostos bioativos que são, essencialmente, beta-glucanos (β-glucanos). O seu papel na imunidade do organismo relaciona-se com a defesa antioxidante e indução da morte de células malignas, que podem dar origem a processos cancerígenos. Este tipo de cogumelo auxilia, ainda, na regulação das células responsáveis por aumentar a resposta imunitária do organismo quando existe um agente infeccioso, assim como na diminuição da resposta quando a infecção já está controlada. Alguns estudos associam ao coriolus uma ação anti-inflamatória e de promoção da saúde do fígado, e da manutenção da memória. Este cogumelo pode ser também um importante aliado na prevenção do envelhecimento.
Cogumelo Reishi
Ganoderma lucidum
Conhecido em japonês como reishi, este fungo tem fama graças às suas diversas ações positivas na saúde. Os seus principais compostos bioativos são os polissacáridos e as glicoproteínas (como os β-glucanos), os terpenoides, alguns aminoácidos essenciais (como lisina,
leucina, metionina), minerais (como fósforo, cálcio e magnésio) e compostos fenólicos (como a quercetina). À semelhança do coriolus, também o reishi tem uma ação positiva na imunidade, ao estimular determinadas células imunitárias, como os linfócitos B e T. Como antioxidante, pensa-se que possa contribuir para a prevenção de vários tipos de cancro. No caso em particular do reishi, alguns estudos encontraram ainda uma associação positiva na prevenção da doença cardiovascular. Graças aos β-glucanos, este cogumelo pode reduzir a agregação plaquetária, assim como o colesterol LDL, o colesterol total e os triglicéridos. Outras condições que podem beneficiar com o consumo deste cogumelo são a hipertensão, a diabetes e os distúrbios do metabolismo do colesterol.
Cogumelo Shiitake
Lentinula edodes
Trata-se de um cogumelo rico naturalmente não só em polissacáridos, como em aminoácidos (como a arginina, leucina, isoleucina e lisina), vitaminas (sobretudo C, D e E), minerais (como o cálcio, magnésio e zinco) e fibra, entre outros compostos bioativos como o lentinano. Em diversos estudos, foi identificada uma ação positiva dos lentinanos e dos polissacáridos do shiitake na regulação da imunidade, por estimular os linfócitos T e B. Curiosamente, parece atuar também de forma benéfica sobre a microbiota intestinal e exercer um papel regulador na saúde do intestino. A nível cardiovascular, o shiitake pode contribuir para a redução dos níveis de triglicéridos devido à ação antioxidante e dos β-glucanos.
Cogumelo Ostra
Pleurotus ostreatus
Quando fresco, é um cogumelo muito perecível, motivo pelo qual não é tão comum encontrá-lo nas prateleiras do supermercado. Em alternativa, na versão desidratada ou em suplemento alimentar, o cogumelo ostra tem maior durabilidade, podendo constituir uma opção importante para a saúde cardiovascular. Este cogumelo é rico em compostos como a mevinolina, em vitamina B3 (niacina), além dos tradicionais β-glucanos. O seu consumo pode apoiar a obtenção de níveis de colesterol mais saudáveis. Em alguns estudos, os aminoácidos do cogumelo ostra demonstraram inibir a enzima conversora da angiotensina, contribuindo para melhorar os valores da pressão arterial.
Cogumelo Chaga
Inonotus obliquus
Utilizado com frequência na Ásia, em particular na Sibéria, o cogumelo chaga caracteriza-se pela sua riqueza em β-glucanos, polifenóis, triperpenoides e melanina. Estes compostos demonstraram em alguns estudos exercer uma ação positiva sobre a imunidade e a prevenção do cancro, uma vez que, através da sua ação antioxidante, promovem o aumento da morte de células malignas. À semelhança dos cogumelos anteriores, também este contribui para reduzir o risco cardiovascular, ao melhorar os valores de colesterol. Adicionalmente, parece favorecer a melhoria da sensibilidade à insulina, a hormona responsável por regular os níveis de glicose (“açúcar”) no sangue. Além disso, o consumo deste cogumelo parece ser útil na redução dos sintomas de fadiga.
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