Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 70% das mulheres afetadas com SOP (síndrome dos ovários poliquísticos), em todo o mundo, não são diagnosticadas. Porém, esta síndrome é uma das principais causas de infertilidade feminina. Explicamos-lhe tudo sobre a SOP.
Principais características
A SOP é geralmente caracterizada por desequilíbrios hormonais, distúrbios menstruais, hirsutismo (crescimento excessivo de pelos) e problemas de fertilidade.
Sintomas frequentes
Os sintomas podem variar. Contudo, os mais frequentes incluem aumento de peso, resistência à insulina, fadiga, perturbações do padrão de sono, acne ou pele oleosa, excesso de pelos no rosto ou no corpo, queda de cabelo e alterações de humor ou depressão. Estudos indicam que cerca de 40% das mulheres com SOP sofrem de ansiedade ou depressão, muitas vezes associadas a problemas de autoestima, que surgem devido à presença de sintomas que afetam a aparência.
Quais as causas?
Embora as causas exatas da SOP não sejam totalmente conhecidas, investigações sugerem que resulta de uma combinação de fatores:
- Genéticos: Predisposição genética.
- Hormonais: Excesso de produção de algumas hormonas.
- Metabólicos: Obesidade e resistência à insulina.
- Estilo de vida: Dieta desequilibrada, sedentarismo e stresse.
Resistência à insulina
Mulheres com SOP têm fre-quentemente níveis de insulina mais elevados. Na maioria dos estudos, a sua prevalência é considerada muito superior ao observado em indivíduos jovens saudáveis, o que le-va a crer que a resistência à insulina e os níveis de insulina elevados são uma característica central da SOP.
A Alimentação e a SOP
Dietas ricas em hidratos de carbono simples (alimentos com elevado índice glicémico) e pobres em fibra estão associadas a um maior risco de desenvolvimento da SOP. Por isso, é fundamental optar por alimentos ricos em:
Hidratos de Carbono Complexos: Ajudam a controlar os níveis de glicose e a resistência à insulina.
Exemplos: cereais integrais, leguminosas, aveia, quinoa e legumes.
Gorduras Saudáveis: Ajudam a reduzir a inflamação.
Exemplos: Gorduras provenientes de peixes gordos, sementes, nozes e abacate.
Fibra: Suporta a manutenção do peso corporal e melhorar a sensibilidade à insulina.
Exemplos: Frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas.
Nutrientes em Destaque
Existem alguns nutrientes que têm sido estudados e que po-dem, em alguns casos, ser con-siderados para ajudar a gerir a situação e a sintomatologia da SOP. Destacam-se os nutrientes que podem influenciar a sensibilidade à insulina (inositol e picolinato de crómio), os que ajudam a combater o stresse oxidativo (como resveratrol e licopeno) e algumas vitaminas (como a vitamina D e o ácido fólico). Alguns estudos sugerem também que os ácidos gordos ómega 3 podem ajudar a melhorar o metabolismo da insuli-na e reduzir a inflamação.
Estilo de vida: um pilar fundamental
O estilo de vida é também importante para a gestão da doença: pratique exercício físico de forma regular e tenha uma alimentação equilibrada. Estas abordagens podem ajudar a controlar os sintomas como também a melhorar a qualidade de vida.
Resistência à insulina
Ocorre quando as células do corpo não respondem bem à ação da insulina – hormona responsável por facilitar o transporte da glicose do sangue para as células, onde é usada como fonte de energia.
Validate your login