O envelhecimento é um processo biológico, progressivo e multifatorial, caracterizado pelo declínio gradual das funções fisiológicas, o que conduz a uma maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de doenças. Provoca danos em moléculas essenciais no organismo, incluindo no ADN, e em estruturas intracelulares como as mitocôndrias (organelos celulares essenciais para a produção de energia), o que resulta numa degradação funcional e estrutural de vários tecidos e órgãos.
Embora seja um processo inevitável, existem várias estratégias que podem ajudar a retardar a progressão do envelhecimento. Para tal, deve apostar em realizar algumas mudanças no dia a dia, que possam ter um impacto significativo na vitalidade e longevidade, permitindo um envelhecimento mais equilibrado. Não sabe como o fazer? Deixamos alguns conselhos.
Otimizar a nutrição
Um estudo, realizado no Reino Unido, revelou que uma mudança de um padrão alimentar pouco saudável para um padrão baseado em recomendações dietéticas equilibradas foi associada a um aumento de 8,9 e 8,6 anos na esperança de vida dos homens e das mulheres de 40 anos, respetivamente. O aumento no consumo de cereais integrais, frutos secos e fruta, e a redução da ingestão de bebidas açucaradas e de carnes processadas foram os fatores que mais contribuíram para os resultados.
Nutrientes em destaque
O envelhecimento é inevitável. Porém, existem alguns nutrientes que se destacam quando o objetivo é ajudar a atenuar o desenvolvimento deste processo:
Coenzima Q10: Esta molécula encontra-se associada à produção de energia mitocondrial, tendo a capacidade de atuar como antioxidante. Os seus níveis diminuem em alguns tecidos durante o envelhecimento;
Resveratrol: Estudos demonstram que o resveratrol tem um potencial na prevenção do envelhecimento, uma vez que tem vários mecanismos que parecem contribuir para esse efeito, como a redução do stresse oxidativo, inibição da inflamação e regulação da função mitocondrial;
Polifenóis do chá verde: São antioxidantes naturais que revelam potencialidade na redução de processos como a inflamação crónica e o stresse oxidativo – fatores-chave no envelhecimento celular;
NAC ou N-Acetil Cisterna: É considerado um percursor da glutationa, um dos principais antioxidantes do nosso organismo.
Espermidina: Presente em alimentos como os cogumelos ou no gérmen de trigo, apresenta, de acordo com alguns estudos, propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, melhora a função mitocondrial e a autofagia (sistema de degradação intracelular que metaboliza componentes desnecessários ou danificados);
Culturas vivas (Lactobacillus & Bifidobacterium): À medida que envelhecemos, a microbiota intestinal torna-se menos diversificada, contribuindo para o declínio cognitivo e um sistema imunitário enfraquecido.
Atividade física: aliada do rejuvenescimento celular
A atividade física, quando praticada de forma regular, traz vários benefícios para a saúde, o que tem repercussões no retardamento do envelhecimento celular. A sua prática regular ajuda a manter a função cognitiva e auxilia na regulação do sono, fatores que são essenciais na reparação celular. Além disso, a atividade física é também uma boa forma de reduzir o stresse diário, o qual contribui para o envelhecimento celular.
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