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Saudável na reforma

Bem-Estar

É importantíssimo que as pessoas se mantenham activas após a reforma. Porém, nesta fase da vida não devem ser esquecidos os cuidados alimentares.

São muitas as razões que podem levar as pessoas com idades mais avançadas, a seguir regimes alimentares restritos, pobres e desequilibrados: doença, isolamento, precariedade económica, deficiências ao nível da dentição, dificuldades motoras e até o hábito e/ou crença de que os idosos não necessitam de uma alimentação tão rica como as camadas mais jovens. Na prática clínica deparo com alguma frequência, com casos de pessoas que, devido aos problemas atrás citados, apresentam desidratação, falta de vitaminas, carências de minerais como o ferro (conduz a anemia) e cálcio (agrava a osteoporose), insuficiência de ingestão de proteínas (propicia a atrofia muscular). Quero com isto dizer que, viver de “sopinhas de leite”, de “rabinhos de pescada cozida”, ou até de “canjinha de frango” ou “torradinhas”, levará certamente às deficiências acima mencionadas.

Com o avançar da idade, as necessidades energéticas tornam-se menores já que diminui também a actividade física, tendência que se deve contrariar. Contudo, a alimentação deve ser o mais variada possível, de forma a garantir o equilíbrio entre os vários nutrientes (proteínas, lípidos e glúcidos) e a assegurar um aporte suficiente de vitaminas, minerais e fibras. Devem fazer-se 3 a 6 refeições diárias não muito abundantes (o jantar deve ser mais ligeiro), num total de 1500 a 2000 calorias diárias.

Evite os doces, pois engordam e tiram o apetite em detrimento de outros alimentos mais nutritivos. Evite certas gorduras, nomeadamente de origem animal, pois dificultam a digestão e aumentam o colesterol e os triglicéridos. Não petisque “snacks? tipo aperitivos e batatas fritas, ricos em gorduras (50g de batatas fritas equivalem a 2 colheres de sopa de óleo). Reduza o consumo de bebidas alcoólicas. Um copo de vinho tinto por dia é aceitável devido ao seu teor de polifenóis (antioxidantes). Consuma fruta (fonte das mais variadas vitaminas, minerais e fibras), legumes, leguminosas e cereais integrais (ricos em fibras - uma boa solução para a obstipação) e líquidos (para evitar a desidratação). Apesar do seu valor protéico, o consumo de carne deve ser moderado, pois é também uma fonte de gorduras prejudiciais à saúde. Existem outros alimentos igualmente ricos em proteínas: peixe, ovos, leite magro e seus derivados, legumes e cereais integrais e leguminosas (como a soja). Quando cozidos “ao vapor”, tanto os legumes como as leguminosas, conservam uma maior percentagem de nutrientes do que se forem cozinhados mergulhados em água.
Alguns suplementos alimentares podem ser úteis nesta faixa etária: os antioxidantes (vitaminas A, C e E, e o selénio) previnem o envelhecimento celular; os ácidos gordos essenciais (EPA e DHA) (óleos de peixe) têm propriedades anti-coagulantes e podem auxiliar no combate aos problemas cardiovasculares; as gorduras poliinsaturadas de extracção a frio (óleo de cártamo, de gérmen de trigo, etc.), são úteis em casos de arterioesclerose e colesterol elevado; os fosfolípidos (lecitinas, etc.) contribuem para a conservação da memória e agilidade mental; o Gingko biloba auxilia a circulação e a oxigenação dos tecidos; minerais como o cálcio e o magnésio, são essenciais à manutenção da massa óssea e do sistema nervoso, respectivamente; o ferro é também importante; o harpagófito (Harpagophytum procumbens), raiz com propriedades anti-inflamatórias, pode ajudar a manter as articulações flexíveis; o ginseng (Panax ginseng) e a geleia real são revigorantes úteis em estados de astenia e convalescença; em casos de depressão, ansiedade, nervosismo, stresse e insónias plantas como a erva-de-São-João, a passiflora, a valeriana e o lúpulo são utilizadas.

O conselho do médico é indispensável, pelo que deve discutir com ele quais os suplementos mais adequados ao seu caso.