A fibromialgia pode ser descrita como uma síndrome musculo-esquelética generalizada, normalmente referida pelos doentes fibromiálgicos como sentir dor no “corpo todo”. No entanto, os seus sintomas não se ficam só por aqui.
A incapacidade a ela associada é tanto física como psicológica e, em casos mais graves, é uma doença bastante incapacitante, tornando difícil a realização das tarefas mais simples do dia-a-dia.
Além dos sintomas, quem sofre de fibromialgia tem ainda a agravante de muitas vezes não se sentir compreendido e acreditado devido ao desconhecimento ainda elevado desta doença e, por isso mesmo, é associada a problemas psiquiátricos e stresse. Por outro lado, o facto de os meios de diagnóstico não serem efetivos dificulta a obtenção do diagnóstico.
Alguns produtos que poderão ajudar:
- Suplemento Alimentar 5-Htp
- Suplemento Alimentar Citrato de Magnésio
Porque aparece a fibromialgia?
De um modo geral, tem fibromialgia quem tem predisposição para tal e, em determinada altura da vida, se depara com um ou mais fatores que poderão desencadear a doença. Apesar das causas da fibromialgia ainda não estarem bem esclarecidas, existem evidências de que a mesma pode surgir depois de episódios como infeções virais, cirurgias ou traumatismos físicos ou psicológicos.
Sintomas
Quando falamos em sintomas, os mais conhecidos são a existência de dor em grande parte dos 18 pontos dolorosos à palpação digital, mas esta doença não se fica por aí. De um modo geral, a fibromialgia pode estar associada a:
- Dores generalizadas ou rigidez muscular em áreas determinadas do corpo, com uma permanência mínima de 3 meses.
- Fadiga, que pode ser muito intensa.
- Distúrbios do sono (insónias, dormir pouco, acordar várias vezes durante a noite).
- Alterações emocionais (depressão, ansiedade).
- Outras dores como enxaquecas ou dores abdominais.
Contudo, podem associar-se outros sintomas a esta doença: cólon irritável, adormecimento e/ou formigueiro nos membros, intolerâncias diversas (por ex.: ruído/som, odores, luz…), etc.
Diagnóstico
Não existem exames ou análises que determinem a fibromialgia. O seu diagnóstico é essencialmente clínico e devem ser despistadas outras doenças, nomeadamente as reumáticas inflamatórias, alguma disfunção da tiroide ou até patologia muscular.
Para o diagnóstico correto da fibromialgia é ainda importante ter em consideração os sinais de alerta para o desenvolvimento da doença (história familiar da doença, tendência para preocupação excessiva com o prognóstico de outras doenças, traumatismo vertebral, especialmente cervical, disfunção emocional, incapacidade para lidar com adversidades, história de depressão/ ansiedade, alterações do sono, etc).
Tratamento ou estilo de vida?
Muitas vezes, a fibromialgia implica tratamento medicamentoso, no entanto, quem tem esta patologia precisa de adotar um estilo de vida que melhor se adeque às suas capacidades e, acima de tudo, ter a noção de que a evolução da doença não é previsível. Por isso, é necessário estar atento a qualquer evolução/alteração dos sintomas, de forma a tomar a medicamentação adequada e adotar medidas corretas. A realização de avaliações médicas periódicas é muito importante.
A abordagem desta doença passa por eliminar a dor, controlar sintomas depressivos e também induzir o relaxamento.
Para este efeito, os medicamentos usados com mais frequência são analgésicos, antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos de recaptação da serotonina, relaxantes musculares e indutores do sono.
No que diz respeito à prática de exercício físico, existem evidências de que é essencial a pacientes com fibromialgia, no entanto, devido à severidade dos sintomas de dor e fadiga, nem sempre é fácil praticá-lo. A chave é começar devagar e aumentar o tempo e intensidade do exercício. O recurso a técnicas de massagem, relaxamento e meditação também é benéfico.
Alimentação
Perante um diagnóstico de fibromialgia, a dieta deve ser equilibrada, privilegiando os hidratos de carbono com baixo índice glicémico, alimentos com moderado teor em proteínas e baixo teor de gorduras. Os frutos e vegetais devem abundar e os alimentos refinados e açúcares são de evitar. Da dieta, devem também fazer parte boas fontes de magnésio: produtos de soja, farinha de trigo integral, amêndoas, arroz e a maior parte dos legumes e deve existir o cuidado de evitar alimentos que provoquem alergias, pois o seu consumo está associado ao agravamento de sintomas. No que se refere aos suplementos alimentares, a toma de algumas substâncias tem resultados bastante positivos na melhoria da qualidade de vida de quem tem fibromialgia e não têm efeitos adversos associados.
A escolha dos mais adequados depende da sintomatologia de cada indivíduo, mas de um modo geral destaca-se:
- A ação do aminoácido 5-HTP (5-Hidroxitriptofano) por ser um percursor da serotonina.
- O magnésio - como doentes que sofrem de fibromialgia tendem a apresentar níveis baixos de magnésio, a suplementação com este mineral é essencial.
- O hipericão, que tem ação antidepressiva.
- A valeriana, o lúpulo, a passiflora ou mesmo a melatonina para ajudar a ter um sono reparador.
- O açafrão-da-índia devido às suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.
- O astragalo-da-china, uma planta adaptogénica que pode ajudar a alterar a resposta do organismo ao stresse.
- Cogumelos Cordyceps - têm estado associados a esta doença devido à sua ação tónica e por serem um poderoso antioxidante.
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