O zinco é um mineral reconhecido como um oligoelemento, o que significa que o nosso corpo só precisa dele em pequenas quantidades. Contudo, o zinco é necessário para o funcionamento de quase 100 enzimas que permitem a realização de reações químicas essenciais ao funcionamento do organismo.
Este mineral está, assim, envolvido numa variedade de processos biológicos, desde:
- Regulação do metabolismo dos hidratos de carbono e lípidos;
- Síntese do ADN;
- Resposta a doenças inflamatórias;
- Cicatrização de tecidos;
- Funcionamento do sistema reprodutor, cardiovascular, nervoso e imunitário.
Além disso, o zinco tem impacto em praticamente todas as células do corpo e é indispensável, em especial, para o desenvolvimento e funcionamento do sistema imunitário.
Essencial para o sistema imunitário
O zinco promove o crescimento, diferenciação e normal funcionamento dos leucócitos e linfócitos – células do sistema imunitário –, desempenhando também um papel de modulação das respostas inflamatórias. Assim, uma deficiência ligeira ou moderada deste mineral pode abrandar a atividade das células do sistema imunitário que protegem o organismo de vírus e bactérias. Desta forma, há uma maior suscetibilidade a doenças inflamatórias e infecciosas. De acordo com um estudo, a deficiência de zinco a curto prazo pode conduzir a uma diminuição da imunidade, enquanto a deficiência crónica potencia também o estado de inflamação. Por outro lado, parece verificar-se que a reposição dos níveis de zinco, nomeadamente através da suplementação, quando necessário, pode inverter os efeitos negativos da deficiência deste mineral, nomeadamente, o comprometimento da resposta imunitária.
Quando a ingestão não é suficiente
Devido à ausência de armazenamento especializado de zinco no organismo, é necessária uma ingestão diária para atingir um nível estável e assegurar que está disponível para todas as suas funções. Uma vez que não é avaliado em testes laboratoriais de rotina, muitas pessoas podem estar em risco de défice de zinco sem o saberem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de um terço da população mundial seja afetada pela deficiência de zinco. De uma forma geral, a deficiência crónica deste mineral pode resultar numa maior suscetibilidade a infeções, num aumento do stresse oxidativo, bem como numa diminuição da cicatrização e regeneração de feridas.
Quem apresenta maior risco de défice de zinco?
População idosa
Os idosos podem ter uma ingestão insuficiente de zinco devido à falta de apetite potencialmente causada por diversas patologias e medicamentos.
Vegetarianos e vegans
Correm um risco ligeiramente superior, uma vez que as fontes vegetais deste mineral têm uma biodisponibilidade inferior à dos alimentos de origem animal.
Pessoas com distúrbios digestivos ou doenças crónicas do fígado
Alimentos mais ricos em zinco

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