Conhecido como o “alimento dos deuses”, o chocolate teve um papel central nas civilizações antigas, como a Maia e a Asteca. Consumido então sob a forma de bebida – feita a partir da mistura de cacau, água quente e especiarias –, o cacau era associado a riqueza e poder, sendo servido em cerimónias importantes, como casamentos ou alianças políticas.
A chegada do cacau à europa
Em 1502, Cristóvão Colombo foi o responsável pela chegada do cacau à Europa. Inicialmente confundido com “amêndoas misteriosas”, devido ao formato dos seus grãos, o chocolate rapidamente começou a fazer parte
dos dias festivos nas cortes aristocráticas europeias. No entanto, por ser um ambiente e clima pouco favorável ao seu desenvolvimento, as características do chocolate foram, durante muito tempo, ignoradas na Europa.
Diferentes tipos de chocolate
Após retirados do fruto da árvore Theobroma cacao, os grãos de cacau passam por vários processos até se transformarem no chocolate que conhecemos. Esses processos, assim como as condições de cultivo e a variedade do cacau, influenciam a concentração dos diferentes compostos químicos armazenados nos seus grãos, responsáveis pelo sabor e aroma finais do chocolate. Assim, existem três tipos principais de chocolate:
- Chocolate preto: De cor mais escura e sabor mais intenso, por ser composto por uma maior percentagem de cacau (entre 70 e 100%), apresenta um maior teor de teobromina (substância naturalmente presente no cacau, com propriedades semelhantes às da cafeína);
- Chocolate de leite: Com uma percentagem de cacau entre 30 e 65%, o seu sabor mais suave resulta da maior quantidade de leite e de outros ingredientes, como açúcar, manteiga de cacau,
baunilha ou outros aromas;
- Chocolate branco: De todos, o mais doce, é obtido a partir da manteiga de cacau, à qual são adicionados ingredientes como o leite e/ou derivados e açúcar, o que resulta num maior teor de gordura e açúcares.
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