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Depressão - Como preveni-la

Bem-Estar

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após más experiências.

No entanto, se os sintomas se agravarem ou demorarem a passar, procure ajuda. Há terapias convencionais mas a alimentação e o exercício podem fazer toda a diferença.

A depressão é uma doença mental caraterizada por tristeza mais acentuada ou prolongada, perda de interesse pelas atividades habitualmente agradáveis e falta de energia ou cansaço frequente.

Pode ser episódica, recorrente ou crónica e conduz à diminuição substancial da capacidade de assegurar as responsabilidades diárias. Pode durar entre poucos meses até alguns anos, contudo em cerca de 20% dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão, principalmente devido à falta de tratamento adequado.


PREVENÇÃO

Existem alguns cuidados que podem ajudar na prevenção da depressão:

  • Alimentar-se de forma variada e equilibrada e levar um estilo de vida saudável que inclua o exercício.
  • Procurar ter pensamentos positivos.
  • Desenvolver a autoestima.
  • Desenvolver a assertividade.
  • Reconhecer e aceitar as emoções.
  • Enfrentar as situações.
  • Estabelecer objetivos de vida.


Prevalência

A Organização Mundial de Saúde estima que a depressão afeta cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, de acordo com a Direção-Geral da Saúde1, as perturbações psiquiátricas afetam mais de um quinto da população portuguesa. A prevalência anual é de 16,5% nas perturbações da ansiedade e de 7,9% na depressão.

Esta doença pode afetar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, embora os dados demonstrem que as mulheres têm um risco maior de sofrerem de perturbações depressivas e os homens de perturbações do controlo dos impulsos e do consumo de álcool. Em qualquer dos casos, se não for tratada, pode conduzir ao suicídio.

As perturbações mentais estão no grupo das dez doenças que mais contribuem para os anos vividos com incapacidade em Portugal: as perturbações depressivas ocupam o segundo lugar e as perturbações e ansiedade surgem em oitavo lugar.


Causas e Fatores de Risco

A depressão resulta de uma interação complexa entre causas endógenas e exógenas, como fatores genéticos, bioquímicos, pessoais, ambientais e sociais.

Também pode estar relacionada com outras doenças, nomeadamente situações que provocam alterações endócrinas como a enxaqueca, diabetes, hipertiroidismo, certos tipos de cancro e dor crónica, entre outras.

Perdas emocionais muito profundas ou experiências traumáticas podem igualmente causar alterações bioquímicas e dar origem a uma depressão.

De uma forma geral, consideram-se os seguintes fatores de risco:

  • Episódios de depressão no passado.
  • História familiar de depressão.
  • Género feminino a depressão é mais frequente nas mulheres ao longo de toda a vida, em especial na adolescência, no primeiro ano após o parto, na menopausa e pós-menopausa.
  • Perda de alguém próximo.
  • Doenças crónicas e coabitação com familiares portadores de doença grave e crónica.
  • Tendência para a ansiedade e pânico.
  • Profissões geradoras de stresse ou circunstâncias de vida que causem stresse.
  • Dependência de substâncias químicas (drogas) ou de álcool.
  • Velhice.


Sintomas

A depressão distingue-se das mudanças de humor normais pela gravidade e permanência dos sintomas, que podem variar de pessoa para pessoa. Muitas vezes está associada a ansiedade e/ou ataques de pânico. Estes sintomas causam normalmente perturbações do funcionamento social, ocupacional e familiar.

Os sintomas mais comuns são:

  • Sentimentos de inutilidade, falta de confiança e de autoestima.
  • Sentimentos de culpa, raiva, pessimismo, incapacidade e impotência.
  • Tristeza, melancolia, apatia, desinteresse, sensação de vazio.
  • Ansiedade, irritabilidade, inquietação.
  • Preocupação com o sentido da vida e a morte.
  • Perda de vitalidade, cansaço e falta de energia.
  • Perturbações do sono (sonolência ou insónia).
  • Dificuldades de concentração e de pensamento, diminuição da capacidade de tomada de decisões.
  • Alterações do apetite (falta ou excesso de apetite).
  • Alterações do desejo sexual.
  • Dores musculares, abdominais e enjoos.


Abordagens Terapêuticas

Um dos aspetos mais importantes é perceber, quer pelo próprio quer por aqueles que o rodeiam, a necessidade de atacar a situação logo de início para que não se agrave.


Terapia Farmacológica

O tratamento da depressão passa pela toma de medicamentos antidepressivos, sobretudo em casos moderados ou graves e quando outras abordagens são insuficientes. Estes fármacos normalizam as substâncias químicas do cérebro (neurotransmissores) que participam na regulação dos estados de humor. A supressão destes tratamentos deve ser progressiva, de forma a diminuir efeitos secundários e recaídas.


Psicoterapia

A psicoterapia pode ser útil no tratamento da depressão, associada ou não à terapia farmacológica, pois promove uma forma de pensar positiva e ajuda o paciente a lidar com as emoções.


Tratamentos complementares

Outras atividades como o exercício físico, meditação, musicoterapia e aromaterapia, entre outras, são ótimos complementos do tratamento, pois ajudam a ativar os neurotransmissores como a serotonina.

A prática de exercício físico providencia uma melhoria de humor, um acréscimo de autoestima, uma melhoria da prestação laboral e um decréscimo da depressão. Existem evidências de que a prática desportiva pode prevenir o aparecimento de estados depressivos em indivíduos saudáveis e a recaída em doentes previamente tratados com sucesso.

Em alguns casos podem considerar-se outras opções também eficazes e que não apresentam os efeitos adversos normalmente associados aos fármacos antidepressivos.

  • O hipericão, ou erva-de-são-joão (Hypericum perforatum), tem uma ação benéfica na depressão ligeira a moderada, estados de ansiedade e distúrbios do sono. É o antidepressivo mais receitado na Alemanha. A substância 5-hidroxitriptofano (5-HTP), extraída das sementes de Griffonia simplicifolia, aumenta os níveis de serotonina, hormona que ajuda na regulação da dor, sono, humor e apetite.
  • A rodiola (Rhodiola rosea) é uma planta adaptogénica (aumenta a resistência perante diversos tipos de stresse). Os seus compostos ativos estimulam o transporte dos percursores da serotonina a nível cerebral, permitindo um aumento significativo da sua atividade. Existem também evidências de que reduz a degradação dos neurotransmissores responsáveis pelo bom humor.
  • A L-tirosina é um aminoácido percursor da dopamina (neurotransmissor responsável pelo bom humor) e tem capacidade para diminuir sintomas de depressão.
  • A DL-fenilalanina (DLPA) está presente em todas as proteínas e é um percursor de várias substâncias associadas ao bom humor. Verificou-se que indivíduos com depressão apresentam valores baixos deste aminoácido, pelo que, se for tomado como suplemento, pode ser tão eficaz como alguns fármacos antidepressivos.
  • A carência de vitaminas do complexo B é comum em casos de depressão, pois estas desempenham um papel importante no metabolismo dos neurotransmissores.


Alimentos que podem ajudar:

A alimentação pode promover um aumento da serotonina, estimulando o bom humor. Eis algumas opções:

  • Frutos secos: castanha-do-brasil, amêndoas e nozes
  • Fruta: melancia, papaia, tangerina, limão, laranja, maçã, banana e abacate
  • Mel
  • Ovos, carnes magras e peixe
  • Pão e cereais integrais
  • Vegetais de folha verde (espinafres, brócolos, couve, etc.)
  • Soja


1 Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental 2013