Do ponto de vista prático, o jejum intermitente consiste na alternância entre períodos de ingestão calórica normal e períodos de restrição alimentar acentuada ou total. A duração pode variar desde algumas horas até dias completos. Uma das variantes mais populares é o jejum intermitente de 12 a 16 horas por dia.
Os Benefícios do jejum intermitente
A nível metabólico, pode contribuir para reduzir os níveis de insulina, a inflamação e vários fatores de risco cardiovascular, uma vez que ativa diversos mecanismos de proteção e reparação celular.
Nutrientes que ajudam a impulsionar o jejum intermitente
Apesar dos benefícios deste tipo de jejum, alguns sintomas paralelos podem surgir durante a fase do jejum. Contudo, podem ser prevenidos com a ingestão dos nutrientes certos no período de alimentação:
Vitaminas do complexo B
Atuam como coenzimas em várias reações essenciais para o metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, permitindo que o corpo produza energia de forma eficiente. No contexto do jejum intermitente, podem reduzir a sensação de fadiga, apoiando o organismo na utilização adequada das reservas energéticas durante os períodos sem ingestão alimentar.
Coenzima Q10
Encontra-se presente na maioria dos tecidos do corpo, existindo em maior quantidade no coração, no fígado, nos rins e no pâncreas. Promove o aumento dos níveis de energia, apresentando ainda um efeito antioxidante, sendo útil em casos de cansaço, sem interferir com o sistema nervoso.
Eletrólitos
Em jejuns intermitentes mais prolongados (16 a 18 horas), ocorre um aumento da produção de corpos cetónicos. Durante este período, a excreção urinária de sódio, assim como de potássio, pode aumentar. Por isso, pode ser útil repor estes minerais, juntamente com uma ingestão adequada de água, para evitar fadiga muscular, tonturas e cãibras.
Magnésio
As alterações nos eletrólitos aumentam também a eliminação urinária de magnésio. Se o estado geral de ingestão alimentar e as reservas de magnésio forem reduzidas, podem ocorrer mais sintomas de cãibras e de fadiga muscular durante o jejum.
Proteína
Alguns estudos referem que a ingestão de quantidades adequadas de proteína em todas as refeições durante o período de alimentação no jejum intermitente pode ser fundamental para manter a saciedade e preservar a massa muscular. Por outro lado, parece contribuir para uma melhoria da gordura visceral, contribuindo para reduzir os fatores de risco cardiovascular.
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