Nunca é demais salientar o papel que o magnésio tem na construção óssea e na prevenção de cãibras musculares.
Estudos mais recentes relacionam este mineral com a redução do risco cardiovascular e desenvolvimento de diabetes tipo 2. Estes estudos, embora promissores, irão ainda necessitar de mais investigações para conseguirmos consolidar todas as possíveis utilizações deste mineral no futuro.
Especial Atletas
Os atletas apresentam perdas maiores deste mineral, através da urina e suor, sobretudo em períodos de exercício intenso. Ao nível muscular, níveis baixos de magnésio tornam o cálcio mais abundante, levando a uma maior probabilidade de contração muscular e ocorrência de cãibras. O magnésio poderá ajudar na melhoria da recuperação muscular, nomeadamente na redução destes sintomas e na proteção contra a inflamação após o exercício intenso.
Diabetes tipo 2
Mais de 300 enzimas são dependentes do mineral magnésio, entre as quais a enzima que ajuda a ativar os recetores da insulina. Deste modo, a deficiência de magnésio dentro da célula pode resultar numa atividade da enzima, alterando a entrada de glicose na célula. As evidências sugerem uma relação inversa entre a ingestão de magnésio e o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 (Rodríguez-Morán M. et al., Magnes Res, 2011).
Sistema cardiovascular
Na área cardiovascular sobressaem dois estudos: uma meta-análise que incluiu 16 estudos e envolveu cerca de 313 mil indivíduos (Del Gobbo L. C. et al., Am. J. Clin. Nutr., 2013) que associa o magnésio em circulação a uma redução do risco de doença cardiovascular, e outro estudo recente que associa a suplementação de citrato de magnésio (em adultos obesos) com a redução significativa da rigidez arterial (Joris P. J. et al., Am. J. Clin. Nutr., 2016).
Principais fontes alimentares
As principais fontes alimentares são os frutos oleaginosos (especialmente as amêndoas), as sementes, leguminosas e os cereais integrais.
| Alimento (100 g) | Magnésio (mg) |
| Cacau em pó | 406 |
| Farelo de trigo integral | 370 |
| Farinha de soja | 273 |
| Miolo de pinhão | 270 |
| Café solúvel descafeinado | 267 |
| Amêndoa sem pele | 259 |
| Grão de soja cru | 254 |
| Castanha de caju | 250 |
| Amêijoa ao natural | 206 |
| Favas secas cruas | 196 |
| Feijão branco cru | 180 |
| Amendoim sem sal | 165 |
| Miolo de noz | 160 |
| Miolo de avelã | 159 |
| Pistácio salgado | 158 |
De acordo com a tabela de composição de alimentos do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
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