O magnésio é o quarto elemento mais abundante no nosso organismo, encontrando-se aproximadamente metade na massa óssea, local onde, em conjunto com o cálcio e o fósforo, contribui para a manutenção e bom funcionamento dos ossos. O restante conteúdo de magnésio do nosso corpo está distribuído pelos músculos, tecidos moles e órgãos, encontrando-se apenas 1 a 2% a circular no sangue.
O que é realmente o magnésio
Trata-se de um mineral que se encontra envolvido na maioria dos processos metabólicos e bioquímicos das células, sendo um dos principais responsáveis por inúmeras funções no nosso organismo, das quais fazem parte o desenvolvimento e manutenção da massa óssea, função neuromuscular, produção de energia, estabilização das cadeias de ADN e proliferação celular.
Níveis baixos de magnésio
Por ser um mineral tão fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo, têm surgido cada vez mais estudos que demonstram que a sua deficiência, também conhecida por hipomagnesemia, pode levar a alterações no funcionamento de praticamente todos os nossos órgãos. Os baixos níveis de magnésio podem ser o resultado de uma ingestão abaixo das necessidades ou da existência de perdas excessivas deste mineral
(que podem ocorrer através da urina ou do suor).
Os sintomas
Os primeiros sinais a aparecerem associados à deficiência de magnésio incluem fraqueza, perda de apetite, fadiga, náuseas e vómitos. Mais tarde, podem surgir outros sintomas como contrações e cãibras musculares, dormência, formigueiro e até alterações de ritmo cardíaco. Associada aos baixos níveis de magnésio, pode também surgir uma deficiência de cálcio ou potássio, uma vez que a homeostase dos minerais sofre uma disrupção.
Grupo de risco
Apesar de qualquer pessoa poder desenvolver deficiência de magnésio, existem certos grupos onde o risco poderá ser maior:
- Atletas: Além das perdas de magnésio através da transpiração se encontrarem significativamente aumentadas, o magnésio é responsável por ativar algumas enzimas envolvidas na síntese proteica e no metabolismo energético;
- População idosa: Além de geralmente existir uma menor ingestão de magnésio nesta população, verifica-se também uma diminuição da capacidade de absorção, aliada a perdas aumentadas através da urina;
- Doenças gastrointestinais: Patologias como doença de Crohn, doença inflamatória intestinal ou doença celíaca encontram- se associadas a alterações da absorção intestinal.
A importância da suplementação
Apesar de presente em diversas fontes alimentares, a ingestão de magnésio através da alimentação pode não ser a suficiente. Nestes casos, assim como quando as necessidades se encontram aumentadas, pode fazer sentido optar pela suplementação.
Existem já vários tipos de magnésio disponíveis sob a forma de suplementos alimentares, sendo que podem apresentar diferenças não apenas na forma química em que se encontram, mas também no que diz respeito à
sua biodisponibilidade e efeitos no organismo.
Com tanta variedade, torna-se importante perceber quais as principais diferenças entre os suplementos alimentares de magnésio, de modo a fazer a escolha que faça mais sentido para o seu caso. Partilhamos consigo algumas das formas mais comuns, e que apresentam uma elevada biodisponibilidade:
Magnésio malato: Trata-se do magnésio ligado ao ácido málico. Por este último se encontrar envolvido nos mecanismos de produção de energia, poderá ser indicado em casos de fadiga crónica e fibromialgia.
Citrato de magnésio: Neste, o magnésio encontra-se ligado ao ácido cítrico, geralmente utilizado para situações de obstipação, sendo por isso mais adequado em casos de problemas digestivos. Parece também ser útil para promover o relaxamento muscular e diminuir cãibras.
Bisglicinato de magnésio: Associado, geralmente, ao relaxamento muscular, trata-se do magnésio ligado ao
aminoácido glicina. Uma vez que parece melhorar a qualidade do sono e aliviar a ansiedade, pode também ser indicado para quem procura relaxamento e diminuição de stresse.
Magnésio taurato: Resulta da ligação entre o magnésio e o aminoácido taurina, sendo conhecido por promover a saúde cardiovascular, uma vez que pode ajudar a manter uma pressão arterial regular. Pode também ser indicado para o bom funcionamento do sistema nervoso.
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