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O tomate e o licopeno

Nutrição

O tomate (Lycopersicon esculentum) é um fruto, embora não possua a característica principal deste grupo de alimentos: a doçura. Devido ao seu sabor é antes identificado com as hortaliças, pelo que é utilizado na culinária como tal. O tomate é originário do Peru e chegou ao continente europeu por volta do século XVI. Desde então, é confeccionado das mais diversas formas, sendo um ingrediente de eleição da dieta mediterrânica. No início do século passado conheceu uma grande aceitação através do ketchup.

Existem numerosas variedades de tomate com diferentes cores, tamanhos e sabores. Porém, destaca-se o tomate vermelho, devido ao seu valor nutricional mais elevado. Este fruto é constituído maioritariamente por água e o seu valor calórico é reduzido. É rico em vitaminas (A e C), em sais minerais (potássio, magnésio, sódio, cálcio e ferro) e em fibras. Contudo, é o seu teor em licopeno que tem sido objecto de inúmeros e importantes estudos nas últimas décadas.

O licopeno é o pigmento responsável pela cor vermelha que caracteriza o tomate. Este fitonutriente é um carotenóide e deve a sua importância ao facto de ser um poderoso antioxidante. Aliás, as propriedades do licopeno são mais poderosas que as do betacaroteno, o carotenóide mais conhecido e estudado. Como antioxidante, o licopeno possui capacidades para neutralizar os radicais livres que atacam as células saudáveis do organismo, ajudando assim a prevenir a ocorrência de doenças degenerativas como o cancro e doenças cardiovasculares. Segundo o resultado de estudos, verificou-se que este fitonutriente é eficaz na prevenção do cancro da próstata, diminuindo cerca de 45% a probabilidade de sofrer desta doença entre os homens que consomem regularmente tomate ou produtos à base de tomate. De acordo com outros estudos, a ingestão de tomate pode ajudar na prevenção de outros tipos de cancro como o do pulmão e do estômago.

Outras pesquisas apontam ainda para o facto do tomate poder diminuir a ocorrência de doenças cardíacas ao ajudar a reduzir os níveis de colesterol. Contam-se ainda como propriedades deste fruto o facto de ser revitalizante, ajudar nos problemas cutâneos, na prisão de ventre e estimular o sistema imunitário.

O tomate não é única fonte de licopeno, mas é sem dúvida uma das mais importantes. Pode encontrar este antioxidante nas toranjas ou na melancia, por exemplo. É ainda importante salientar que o nosso organismo não produz licopeno, pelo que só é possível obtê-lo através da alimentação ou de suplementos. Os tomates de cor vermelha são os que possuem níveis mais elevados de licopeno. Contudo, a absorção deste fitonutriente é maior se o tomate for cozinhado. Isto porque este fruto contém muita água e ao ser cozinhado esta evapora-se, tornando os níveis de licopeno mais concentrados e mais facilmente absorvidos pelo organismo. Aliás, através de análises nutricionais a receitas culinárias, verificou-se que pratos elaborados com a vulgar polpa de tomate fornecem mais nutrientes do que se forem preparados com tomate fresco. Existem também evidências de que a gordura facilita a absorção do licopeno, pelo que se recomenda que o tomate seja cozinhado e/ou temperado com azeite para potenciar a concentração deste fitonutriente. Por outro lado, ao ingerir o tomate ao natural, o teor de vitamina é superior.

A melhor forma de usufruir dos benefícios deste super-alimento é introduzi-lo na alimentação diária, o que é bastante fácil, visto que o tomate é um alimento versátil e obrigatório na já tão conhecida dieta mediterrânica. Para além de fazer parte de saladas, ser base de molhos, pode ser usado como condimento ou ainda fazer sumo.

Se optar pelo tomate fresco, escolha os de cor vermelha e de preferência de origem biológica. Caso prefira produtos à base de tomate (polpa ou concentrado), opte pelos que possuam o mínimo de aditivos e sejam também de origem biológica.

Pedro Lôbo do Vale
Médico