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Pés - Cuidados no verão

Bem-Estar

Quando chega o verão e as férias, vêm as caminhadas, as piscinas, as praias, os balneários e os ginásios, propiciando o aparecimento de problemas ao nível dos pés. Redobre o cuidado com eles. No tempo quente há uma maior exposição dos pés a ambientes quentes e húmidos propiciando o aparecimento de problemas ao nível da saúde destes. O uso de sandálias abertas origina também preocupações estéticas com as unhas, as calosidades, as fissuras nos calcanhares, a pele seca e ressequida. Os pés são das zonas mais negligenciadas, sendo-lhes dada importância, apenas quando surge dor ou deformidade que dificulte o andar. Os pés suportam todo o peso do corpo, cada pé é constituído por 26 ossos, mais de uma centena de ligamentos, tendões e músculos, milhares de glândulas sebáceas e uma complexa rede de nervos e canais sanguíneos, associados em arcos dinâmicos, que asseguram o amortecimento de um impacto equivalente ao dobro do peso do corpo de cada vez que damos um passo. Problemas dos pés A maioria dos problemas resulta do uso de calçado inadequado - tamanho incorreto, saltos muito altos etc. - podendo originar calos e calosidades e, mais tarde, deformações dos pés. Micoses São infeções causadas por fungos dermatófitos que se alimentam de uma proteína existente na superfície da pele (a queratina). São muito resistentes e proliferam em ambientes quentes e húmidos como vestiários, balneários, piscinas ou em situações que favoreçam o aumento da transpiração dos pés. A infeção pode ocorrer quando se pisa uma superfície utilizada por outra pessoa infetada ou através da partilha de uma toalha ou de um par de chinelos. Prurido, manchas esbranquiçadas e descamação da pele são sintomas de infeção. As patologias que comprometem a circulação sanguínea, como a diabetes, a obesidade, as alergias ou a prática de desporto são fatores predisponentes ao aparecimento de micoses. Estas são difíceis de erradicar e requerem tratamento com produtos antifúngicos durante uma a quatro semanas ou mais tempo no caso das unhas. No caso de infeções fúngicas recidivantes ou de infeção bacteriana secundária à infeção fúngica, é aconselhável consultar um médico. Onicomicose É uma micose que afeta as unhas. Surge como um pequeno ponto branco ou amarelo por baixo da unha. Os primeiros sinais ocorrem nos cantos ou na borda da unha, mas a infeção já está instalada no seu interior. Os sintomas mais comuns são a quebra ou a mudança de cor da unha, o aumento da espessura e até a sua desintegração. Muitas vezes provocam dor e desconforto ao calçar meias ou sapatos. Pé de atleta É uma infeção fúngica muito contagiosa que se desenvolve na pele quente e húmida. O fungo é muito resistente, ficando alojado nas células mortas da pele caídas no chão, roupas ou toalhas. Localiza-se nas pregas interdigitais dos pés, provocando erupções, bolhas, descamação, maceração, odor desagradável e fissuras na pele acompanhadas de grande prurido. Pode ser transmitida para outras partes do corpo através do toque. Prevenção das micoses Na prevenção das micoses, é fundamental manter o ambiente limpo e seco, secar bem os pés depois do banho, piscina ou praia, dando atenção aos espaços entre os dedos a fim de eliminar a humidade. Em espaços públicos, como balneários e piscinas não ande descalço, use chinelos apropriados e não os partilhe. As unhas devem estar limpas e curtas. Não use esponjas, luvas e sabões demasiado agressivos que provocam uma diminuição das defesas naturais da pele. Evite sapatos apertados e mal ventilados e meias de tecidos sintéticos que não absorvem o suor e criam um ambiente húmido. Prefira as meias de algodão e mude-as todos os dias. Não partilhe toalhas, vestuário, calçado ou utensílios de pedicura. Unhas encravadas Dificultam o andar e contribuem para erros de postura. Ocorrem quando uma das pontas perfura a pele ao seu redor que fica inflamada, inchada e avermelhada, podendo haver eliminação de pus. Isto pode dever-se a alterações congénitas das unhas, traumas do calçado sobre os bordos ungueais, corte incorreto das unhas e onicomicoses. Como forma de prevenção, nunca corte os cantos das unhas, mantenha sempre as pontas livres, a fim de garantir o seu crescimento de forma regular. Os sapatos devem ser largos à frente para não exercerem pressão sobre os bordos ungueais e os pés devem manter-se secos, sendo aconselhável o uso de pó de talco nos espaços interdigitais e a utilização de soluções anti-sépticas. Bolhas nos pés Refletem a fricção do pé em sapatos demasiado apertados, novos ou usados durante muito tempo. As bolhas contêm líquido claro com paredes tão finas que se tornam transparentes. As mais pequenas não devem ser abertas, pois resolvem-se espontaneamente sem risco de infeção. As de maiores dimensões, dolorosas e incapacitantes para o andar, que se localizem em zonas de pressão, podem ser drenadas. Apele sobre a bolha deve ser preservada, pois funciona como protector local, acelerando o processo de cicatrização. A bolha deve ser protegida com um penso que deve ser mudado, caso fique molhado pela transpiração ou pelo líquido, para não aumentar a infeção. Nestas situações deve optar por calçado confortável e não apertado. As sandálias em forma de V podem também causar a formação de bolhas e calosidades entre os dedos. Calos Os calos e as calosidades são espessamentos anormais da camada córnea que resultam da excessiva pressão ou fricção causada por sapatos inadequados. É uma reação de defesa do organismo contra algo que traumatiza, permanentemente, uma determinada zona. Podem causar dores intensas e geralmente surgem quando se usa calçado muito justo que leva ao aparecimento de calos nas zonas laterais, em especial na zona interna junto ao dedo grande do pé e nas articulações. Também podem surgir na planta do pé quando a sola é dura. Para evitar a formação de calos, escolha uns sapatos que não causem pressão e se adaptem à forma do pé, sem biqueiras pontiagudas que comprimem e sobrepõem os dedos. Apele saliente deve ser raspada com pedra-pomes, mas não recorte o calo com uma lâmina, pois tal deve ser realizado por um técnico especializado. Se aplicar um calicida, siga as instruções. Estes produtos queimam os calos com ácido salicílico, podendo afetar a pele saudável. Massaje os pés com creme hidratante após cada lavagem e quando se calçar use almofadas protetoras para calos. O efeito destes produtos é temporário até que a causa da pressão seja removida. Joanetes Formam-se por deformação da articulação da base do dedo grande devido a calçado desajustado. Verrugas Ao contrário dos calos, as verrugas são de origem viral, podem agravar-se com a pressão do calçado pelo que devem ser protegidas com anel de feltro. Calcanhares endurecidos Deve massajar diariamente durante o duche com pedra-pomes. Depois do banho aplique um creme gordo nutritivo. Caso a dureza persista aplique, a seguir ao banho, uma loção à base de ácido glicólico que tem ação queratolítica. Odor nos pés O excesso de actividade dos músculos dos pés em ambiente quente e pouco arejado aumenta a transpiração e a humidade resultante favorece o aparecimento de bactérias causadoras de mau odor. Para combater o mau odor, lave os pés cuidadosamente, secando-os muito bem e polvilhando-os com pó de talco. Polvilhe também os sapatos. A aplicação nos pés de um spray antifúngico e de um antitranspirante pode ser benéfica, uma vez que os desodorizantes apenas eliminam o odor mas não impedem a transpiração. Evite os sapatos de borracha e plástico, que dificultam a respiração dos pés e use meias de algodão que são mais absorventes. Pé diabético Uma das complicações da diabetes é ausência ou diminuição de sensibilidade táctil, térmica ou dolorosa nos pés pelo que qualquer traumatismo pode evoluir para uma lesão que pode passar despercebida. Como a circulação sanguínea está comprometida, as úlceras nos pés cicatrizam com dificuldade, podendo agravar-se até ser necessária a amputação. Os diabéticos devem proceder a um exame periódico dos pés. Em caso de alteração deve consultar de imediato um médico ou um especialista em pés. Nesta situação, a prevenção é fundamental. Assim sendo, o calçado deve proporcionar estabilidade ao pé e permitir que ele respire. A parte superior e a sola devem ser flexíveis sem costuras que magoem, devendo proteger contra pequenos traumatismos. Verifique o interior dos sapatos antes de os calçar, testando alguma dureza ou dobra no forro do sapato. Evite andar descalço, mesmo na praia. Corte regularmente as unhas com cuidado, se necessário recorra a um profissional e mantenha atualizada a sua vacina do tétano. PLANTAS MEDICINAIS E INGREDIENTES QUE CUIDAM DOS PÉS A composição dos cremes de origem natural inclui várias plantas e outros ingredientes que ajudam a desodorizar, hidratar e nutrir a pele, amaciar calosidades, diminuir o prurido e proteger a pele das infeções microbianas. Mentol Composto extraído da hortelã-pimenta com efeito refrescante, desodorizante, bactericida e antipruriginoso. Óleo de manuka Adequado à higiene dos pés, pelo seu efeito suavizante e à sua eficácia contra bactérias e fungos. Óleo de gérmen de trigo Rico em vitaminas, amacia a pele e fortalece as unhas. Calêndula De rápida absorção cutânea, tem ação anti-inflamatória, emoliente, anti-séptica, calmante e cicatrizante. Estimula a regeneração dos tecidos, podendo ser utilizada no tratamento de feridas e queimaduras. Auxilia na recuperação de infeções da pele. Óxido de zinco Tem efeito antimicrobiano e protetor, é eficaz no controlo das bactérias que decompõem a transpiração. Ureia Com alto poder hidratante, tem propriedades bactericidas e antipruriginosas, regula o balanço hídrico da pele e amacia calosidades. Alantoína Ingrediente extraído do castanheiro-da-índia, promove a regeneração da pele. Farnesol Desodorizante natural que previne o desenvolvimento de odores. CONSELHOS ESSENCIAIS Escolha sapatos confortáveis e flexíveis que não apertem os dedos e com salto baixo e largo. Os muito apertados à frente podem criar calosidades, deformar as unhas e agravar os joanetes. Os saltos altos prejudicam a postura, originando dores nos pés, pernas e costas. Prefira calçado de couro, pele ou lona, que se molda ao pé deixando-o respirar. Evite os materiais sintéticos que dificultam a circulação do ar, favorecem a transpiração, criando um ambiente húmido propício ao desenvolvimento de fungos. As solas devem ser flexíveis para que o pé se movimente à vontade e com uma superfície exterior que possibilite uma boa aderência. Compre os sapatos ao final do dia quando os pés estão mais inchados. Cuidados de higiene gerais • Use sempre chinelos em superfícies que possam transmitir micro-organismos nocivos como o chão dos balneários, ginásios e piscinas; • Lave os pés diariamente com um sabonete neutro e seque-os, limpando bem entre os dedos para prevenir a instalação dos fungos; • Lime a região dos calcanhares e a zona plantar onde a pele é mais resistente e acumula células mortas e calosidades. Faça-o após o banho quando a pele está mais mole; • Vá à pedicura se tiver calos. Alise as zonas afetadas com pedra-pomes para exfoliar as células mortas ou use pensos calicidas, mas evite produtos muito abrasivos; • Use um creme hidratante e nutritivo para amaciar a pele da planta do pé que é a mais espessa de todo o corpo e sofre fricção constante dos sapatos e meias. A hidratação impede a formação de gretas e fissuras; • Recorra ao óleo de amêndoas doces para empurrar as cutículas; sem as cortar, estas protegem as unhas de infeções; • Prefira as meias de algodão que absorvem o suor. Opte pelas que não têm costuras e mude-as diariamente; • Corte as unhas dos pés de forma reta, sem modificar o seu trajeto natural, para que não encravem; • Na praia, aplique protetor solar também nos pés; • Use produtos bactericidas em caso de sudorese (suor excessivo) nos pés e no calçado; • Se ficar em pé muito tempo ou após uma longa caminhada, aplique um creme à base de cânfora para aliviar o cansaço e deite-se com as pernas para cima.