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Saúde no Masculino

Nutrição

Apesar de, esta-tisticamente, os homens a nível europeu viverem mais anos do que anteriormente, ainda apresentam uma esperança média de vida inferior à das mulheres. Em Portugal, a esperança de vida nos homens foi estimada em 77,95 anos, em comparação com as mulheres, que é de 83,51 anos (dados do Instituto Nacional de Estatística referente ao período 2017-2019).

As possíveis razões podem incluir a presença de hábitos alimentares desequilibrados, stresse, uma maior exposição ao risco e uma menor utilização de serviços de saúde.

Menos Força e Menos Testosterona

Alguns estudos referem que a população masculina atual parece ter menor força de mãos e braços do que a dos homens da mesma idade há 30 anos, assim como níveis de testosterona inferiores, comparativamente a décadas anteriores. São várias as razões que podem estar associadas a estas alterações, entre elas a diminuição de trabalhos que envolvem esforço físico, uma menor atividade física diária e o ganho de peso corporal.

Estratégias Importantes

Destacamos algumas estratégias a implementar, para ajudar a reduzir os fatores de risco indicados para promover a saúde do homem.

1. Prevenir Doenças Cardiovasculares

Estas continuam a ser a principal causa de morte em Portugal. Para re-duzir o seu risco, é importante estar atento aos valores de tensão arterial, assim como de colesterol e lípidos no sangue. No tema circulação salienta-se a importância do consumo de ácidos gordos ómega-3, presentes sobretudo no peixe gordo. Para ajudar a manter valores normais de tensão arterial, existem substâncias como o alho e a folha de oliveira, que podem contribuir para a função vascular. No que diz respeito à homocisteína, convém referir que este é um fator de risco independente para o desenvolvimento de aterosclerose e que tem tendência para aumentar com o passar dos anos. Alguns nutrientes específicos, como as vitaminas B6, B12 e ácido fólico, são essenciais para a degradação da homocisteína e diminuição dos seus níveis no organismo.

2. Controlar o Perímetro Abdominal

O Índice de Massa Corporal IMC re-laciona apenas o peso com a altura, não nos dá qualquer indicação sobre a distribuição da gordura corporal. Sabemos, no entanto, que a presença de uma obesidade abdominal (mais frequente nos homens) está associada ao risco de aparecimento de doenças como hipertensão arte-rial, diabetes tipo 2 e doença cardíaca coronária. Assim, a medição do perímetro abdominal ou da cintura pode ser utilizada para avaliar a acumula-ção de gordura nessa zona e o risco associado de complicações meta-bólicas. Um perímetro abdominal no adulto superior a 94 centímetros no homem corresponde a um risco metabólico aumentado.

3. Manter a Energia e Vitalidade

Para aumentar a resistência do corpo ao stresse físico e emocional, as plantas adaptogénicas, como o ginseng ou a rodiola, são muitas vezes sugeridas. O ginseng coreano (Panax ginseng) é utilizado para dar vitalidade e melhorar a capacidade física e mental no dia a dia atual, mais exigente.

4. Aumentar a Força

A prática de exercício físico ao longo de todo o ciclo de vida é prioritária como fator protetor da saúde. Além disso, sabemos que o exercício por si só, nomeadamente de alta in-tensidade e de curta duração, pode promover naturalmente a produção de testosterona. Com uma prática desportiva regular e mais intensa existe um aumento das necessidades de pro-teínas e de aminoácidos. O aporte proteico pode ser fornecido por variadas fontes proteicas, entre as quais, a proteína do soro de leite em pó (whey) ou proteína de origem ve-getal, que ajudam na manutenção e aumento da massa muscular.

5. Vigiar a Próstata

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que, à medida que o homem envelhece, tem tendência para aumentar de volume, provocan-do alterações, principalmente ao nível da função urinária. Para ajudar na melhoria da sintoma-tologia associada à Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), nutrientes como o zinco, vita-minas C e E, selénio e licopeno são geralmente indicados. As sementes de abóbora e as bagas de palmeto (Serenoa repens) também têm demonstrado aju-dar a diminuir a sintomatologia associada a esta situação.